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Paes atropela no Rio com Senado embolado para Bolsonaro

O ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) aparece com 53% na disputa pelo governo do Rio de Janeiro, 39,8 pontos à frente do deputado estadual Douglas Ruas (PL), que tem 13,2%, segundo a Paraná Pesquisas divulgada nesta sexta-feira (24). O levantamento mostra Paes sobrando no Palácio Guanabara e a direita brigando por espaço no Senado.

Na simulação estimulada para governador, Paes lidera com 53%. Douglas Ruas fica em segundo, seguido por Wilson Witzel (DC), com 3,6%, André Marinho (Novo), com 2,8%, Bombeiro Rafa Luz (Missão), com 2,1%, William Siri (PSOL), com 1%, e André Português (Republicanos), com 0,7%. Brancos e nulos somam 15,2%, enquanto 8,5% não souberam ou não opinaram.

Quando o teste afunila para um eventual segundo turno, Paes sobe para 58,8%, contra 20,7% de Ruas. O dado explica a leitura dos partidos: no governo, a disputa começa com um favorito claro; no Senado, o quadro vira um engarrafamento de nomes, sobrenomes e contas internas da direita.

Na corrida ao Senado, a deputada federal Benedita da Silva (PT) aparece com 30,4% no primeiro cenário estimulado. O governador Cláudio Castro (PL) marca 29,9%, Marcelo Crivella (Republicanos) tem 21,5%, Pedro Paulo (PSD) soma 19,4% e Márcio Canella (União) chega a 17,1%. Cada eleitor podia citar até dois nomes.

O aperto aumenta porque a ex-vereadora Rogéria Bolsonaro (PL) entra forte no segundo cenário. Benedita vai a 32,3%, Rogéria aparece com 28,1%, Pedro Paulo tem 20,9%, Márcio Canella marca 19,7% e Waguinho soma 10,4%.

O Rio testa uma pergunta nacional para o bolsonarismo: quanto vale o sobrenome Bolsonaro quando a urna não traz Jair, Flávio, Carlos ou Eduardo na cabeça da chapa?

Rogéria, ex-mulher de Jair Bolsonaro, aparece no pelotão de cima sem mandato atual. Isso mede força de marca, memória familiar e transferência política num estado onde o Partido Liberal tenta reorganizar o espólio eleitoral da direita.

O problema do PL é que a pesquisa não mostra um caminho único. Ruas fica distante de Paes no governo, Castro aparece competitivo para o Senado, Rogéria entra no mesmo campo e Canella também aparece no questionário.

Essa fragmentação traduz o dilema da direita fluminense. Há o bolsonarismo de sobrenome, o grupo local de Cláudio Castro e o pragmatismo de quem tenta montar chapa competitiva sem depender apenas de Jair Bolsonaro.

A inelegibilidade de Castro também pesa no cálculo. O governador aparece forte para o Senado, mas o ambiente jurídico mantém a direita sob incerteza até a montagem final das chapas.

Na espontânea para governador, quando o entrevistado responde sem lista de nomes, Paes tem 15,2%. Douglas Ruas marca 1,9%, Castro aparece com 1% e 72,9% não sabem ou não opinam. O número mostra que a eleição ainda está longe do radar da maioria, mas Paes já ocupa espaço sozinho.

A metodologia informa 1.680 entrevistas presenciais, domiciliares, em 63 municípios do Rio de Janeiro, entre 21 e 23 de abril de 2026. A margem de erro é de 2,4 pontos percentuais, com 95% de confiança, e o registro no Tribunal Superior Eleitoral é RJ-04997/2026.

Pesquisa não é urna. Mas pesquisa mexe com dinheiro, palanque, suplência, desistência e vaidade. No Rio, Paes aparece no conforto; o Senado vira a arena onde a direita mede quem carrega o bolsonarismo sem Jair Bolsonaro na cédula.

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