
O esquema de pagamento de propina que tinha o doleiro Alberto Youssef como operador também atendia em domicílio; uma das entregas foi agendada para o apartamento funcional do deputado federal Luiz Argôlo (BA), em Brasília; A denúncia é da “insuspeita” revista Veja — aquela que não dá trégua ao petismo e réus do mensalão; será que Francischini, o Batman, agirá com rigor neste caso e pedirá a cassação de seu companheiro de partido ou afrouxará o sutiã? Façam suas apostas.
Batman agora tem um abacaxi dos grandes para descascar. Um correligionário seu, o deputado baiano Luiz Argôlo, que recentemente trocou o PP pelo Solidariedade, é acusado de utilizar “delivery” de dinheiro do doleiro Alberto Youssef, preso desde março pela Operação Lava-Jato, da Polícia Federal, sob a acusação de lavar R$ 10 bilhões.
A denúncia é da “insuspeita” revista Veja — aquela que não dá trégua ao petismo e réus do mensalão (clique aqui). Mas a questão central é: será que Francischini, o Batman, agirá com rigor neste caso e pedirá a cassação de seu companheiro de partido ou afrouxará o sutiã? Façam suas apostas.
Segundo escutas da PF, o doleiro se identificava como “Primo” e o deputado do partido de Francischini como “L.A”. O endereço de entrega do dinheiro era do apartamento funcional onde mora o deputado baiano em Brasília.
O deputado nega ser L.A.! e diz à revista que tudo não passa de uma ilação. Segundo Veja!, no entanto, há outros fatos que ligam o deputado a Youssef. O doleiro teria transferido R$ 120 mil a Vanilton Bezerra, chefe de gabinete de Argôlo. Mas Bezerra nega essas transações.
Será que o pau que bate em Chico também bate em Francisco, ou essa denúncia contra o deputado do Solidariedade seria apenas para legitimar os constantes ataques de Veja ao PT? Haverá uma gincana na mídia contra Argôlo ou ficará por isso mesmo? A conferir.

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.



