O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fez um discurso na 79ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta sexta-feira (27), em Nova York. Em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, Netanyahu afirmou que “não há lugar no Irã que o longo braço de Israel não possa alcançar”, reafirmando que o país não permitirá que o regime iraniano obtenha armas nucleares.
Com um mapa que ele descreveu como a “maldição” da influência do Irã, o líder israelense destacou a crescente ameaça do país na região. Netanyahu também criticou a política de “apaziguamento” em relação a Teerã, alertando que todas as medidas necessárias devem ser tomadas para prevenir o desenvolvimento nuclear iraniano.
O premiê aproveitou o palco da ONU para reiterar o desejo de paz com a Arábia Saudita, citando os Acordos de Abraão como exemplo. Ele acredita que um pacto com os sauditas seria “uma bênção para a segurança e a economia” de ambos os países, além de um marco na reconciliação entre o mundo árabe e Israel.
Por outro lado, do lado de fora do evento, manifestantes protestaram contra o governo israelense, acusando Netanyahu de priorizar a guerra em vez de negociar pela libertação de reféns, sequestrados durante os ataques do Hamas.
Essa mensagem dupla – de ameaça ao Irã e apelo por paz regional – reflete a complexidade das relações internacionais em uma das regiões mais voláteis do planeta. O futuro da paz no Oriente Médio ainda parece incerto, especialmente com o aumento da violência envolvendo o Hezbollah e grupos apoiados pelo Irã, como os Houthis do Iêmen, que recentemente atacaram cidades israelenses em solidariedade à causa palestina.
Netanyahu deixou claro: “O Hamas tem que acabar”, enquanto enfatizou que Israel não descansará até que os reféns voltem em segurança para casa. A retórica dura de Netanyahu na ONU ressoa no campo de batalha e nas negociações diplomáticas, revelando a tensão entre a busca por segurança e a difícil construção de um futuro pacífico no Oriente Médio.
Nas recentes incursões israelenses no Líbano, ao menos 700 pessoas foram mortas pelos ataques aéreos. Dois jovens mortos são brasileiros.
Já a Guerra em Gaza completa hoje 357 dias, que matou mais de 41 mil palestinos e feriu cerca de 100 mil. Do lado de Israel são 1.200 mortos e 101 pessoas ainda estão em poder do Hamas, segundo Tel Aviv.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




