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Maringá decreta emergência após tornado que atingiu a cidade

O prefeito de Maringá, Silvio Barros (PP), assinou na noite de quarta-feira, 4 de novembro, o decreto de situação de emergência do município, depois do tornado de categoria 2 que atingiu a cidade na madrugada de segunda-feira, 2 de novembro. O documento será enviado ao governo do Paraná e ao governo federal para acelerar a liberação de recursos e permite contratações emergenciais, segundo apuração do Blog do Esmael.

O documento se baseia em relatório técnico preliminar da prefeitura sobre os danos à infraestrutura, aos serviços públicos e à população. O levantamento lista árvores atingidas, imóveis e prédios públicos danificados, postes derrubados e falhas no fornecimento de energia e água. Também incorpora dados meteorológicos preliminares do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

Segundo o prefeito, o decreto foi assinado antes do relatório final porque os elementos disponíveis já são consistentes. “Os elementos que temos já são bastante consistentes. Com isso, conseguimos mais agilidade para destinar os recursos necessários para reconstruir os pontos afetados pelo tornado que passou por Maringá”, afirmou Silvio Barros.

A situação da energia segue crítica. A Companhia Paranaense de Energia (Copel) religou 56,4 mil unidades consumidoras, o equivalente a 64% das afetadas, e identificou 362 postes danificados, segundo O Maringá.

A prefeitura removeu 976 árvores caídas. Dos 223 semáforos da cidade, 172 funcionavam e equipes trabalhavam em outros 51. Os desvios de itinerário do transporte coletivo caíram de 471 para 381.

Mais de mil pessoas atuam na recuperação, entre forças de segurança, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Copel, equipes municipais, instituições parceiras e voluntários, segundo O Maringá. A Vila Olímpica foi preparada para receber até 75 pessoas, com camas, banheiros e alimentação do Restaurante Popular. Famílias que não podem permanecer em casa devem ligar para (44) 98418-0579.

O decreto prevê a mobilização de órgãos municipais, servidores e voluntários e autoriza contratações emergenciais, desde que cada uma cumpra os requisitos legais e justifique a urgência. A prefeitura estuda reorganizar a rede de saúde para atender pessoas idosas, com doenças crônicas e que dependem de equipamentos ou cuidados domiciliares, conforme apuração.

O envio do decreto aos governos estadual e federal é o próximo passo para destinar recursos à reconstrução. Até lá, Maringá segue com energia parcial, semáforos apagados e imóveis à espera de reparo.