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Não vai ter golpe: Líderes do PL viajam aos EUA para apoiar Trump

Enquanto Jair Bolsonaro permanece impedido de pisar em solo americano devido à apreensão de seu passaporte pela Polícia Federal, os líderes de seu partido, o PL, na Câmara e no Senado, decidiram cruzar o continente para acompanhar de perto as eleições presidenciais dos Estados Unidos.

O deputado federal Filipe Barros (PL-PR), líder do partido na Câmara, e o senador Carlos Portinho (PL-RJ), líder no Senado, embarcaram rumo a Washington com um objetivo claro: torcer pela vitória do ex-presidente Donald Trump nas urnas desta terça-feira, 5 de novembro.

Considerado “pé frio” pela própria direita, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, também está nos Estados Unidos. Na eleição de 2020, ele testemunhou a derrota de Trump e o aconselhou após a derrota.

Trump, pelo Partido Republicano, enfrenta a vice-presidente democrata Kamala Harris numa disputa que promete ser acirrada. No entanto, é pouco provável que o resultado seja conhecido no próprio dia da eleição. Devido ao sistema eleitoral descentralizado dos EUA, cada estado possui suas próprias regras e procedimentos de votação, o que pode atrasar a apuração final em até dois dias.

Na última eleição presidencial americana, em 2020, Joe Biden só foi reconhecido como vencedor quatro dias após o pleito, em 7 de novembro, após uma contagem de votos marcada por tensões e questionamentos.

A viagem de Barros, Portinho e Eduardo Bolsonaro não é apenas uma demonstração de apoio a Trump, mas também um reflexo das afinidades ideológicas entre o bolsonarismo e o trumpismo. Ambos os movimentos compartilham discursos nacionalistas, conservadores e, em certos momentos, contestam processos eleitorais quando os resultados não lhes são favoráveis.

Em 6 de janeiro de 2021, o mundo assistiu perplexo à invasão do Capitólio por apoiadores de Trump, numa tentativa frustrada de impedir a certificação da vitória de Biden. O episódio deixou claro os riscos que a democracia enfrenta diante de discursos inflamados e polarizados.

Enquanto isso, Bolsonaro lida com suas próprias batalhas em solo brasileiro. Com o passaporte retido pela Polícia Federal desde fevereiro, está impedido de deixar o país. A apreensão ocorreu durante uma operação que investigava uma tentativa de golpe de Estado, materializada em uma minuta golpista que previa a prisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

A ausência de Bolsonaro nos EUA não impede que seus aliados busquem fortalecer os laços com o trumpismo. A presença dos líderes do PL em território americano durante as eleições é simbólica e demonstra uma tentativa de alinhamento internacional.

Por outro lado, o presidente Lula (PT), em entrevista à TV francesa TF1, não poupou críticas a Trump e o petista revelou sua torcida pela vitória de Kamala Harris.

Resta saber se essa proximidade renderá frutos políticos ou se será mais um capítulo nas complexas relações entre Brasil e Estados Unidos. De qualquer forma, a movimentação dos líderes do PL reforça a importância das conexões globais nos bastidores do poder.

Os três líderes bolsonaristas –Eduardo Bolsonaro, Carlos Portinho e Filpe Barros– juram que não vai ter golpe nos EUA.

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