MST afirma que Witzel dá licença para matar nas Comunidades do Rio

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) publicou uma nota em que repudia a política de segurança pública do governo de Wilson Witzel (PSC) no Rio de Janeiro.

A nota foi publicada como crítica ao assassinato de Ágatha Félix, de 8 anos, durante uma operação policial no Complexo do Alemão.

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Confira a íntegra da nota do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra:

O MST vem a público cobrar o Governo do Estado do Rio de Janeiro e se solidarizar com a família e os amigos da pequena Agatha.

O sangue no Rio de Janeiro não para de jorrar. Agatha Vitória, 8, foi morta pelas costas com tiros de fuzil, na noite desta sexta-feira (20), quando voltava para casa com a mãe.

Agatha é mais uma vitima da política de genocida encampada contra o povo pelo governador Wilson Witzel (PSC) que dá – através de seu discurso – licença para matar nas comunidades do Rio.

Essa política de morte é também defendida e executada pelo governo Bolsonaro. Não por menos as instituições comprometidas com os direitos humanos e sociais estejam sendo desmobilizadas por sua gestão.

Witzel, como comandante das polícias civil e militar, deixa como um grande rastro de sangue. Em 2019, 1249 pessoas foram mortas pela polícia militar, um recorde histórico, segundo a Rede de Observatórios de Segurança.

Nessas operações destacam-se o uso de helicópteros em que policiais atiram aleatoriamente aterrorizando ainda mais a população. Essas operações acontecem em horário escolar expondo as vidas das crianças e adolescentes.

Resta às famílias a bárbara tarefa de contar os corpos quando no final do dia. Corpos do povo trabalhador, de jovens e crianças.

O MST se solidariza com a dor da família da pequena Agatha, bem como com todas as famílias de pessoas assassinadas e que sofrem diariamente com essa política falida que o governador Witzel tenta.

O governador não só deve parar imediatamente com a sangue como deve responder por todo o massacre já causado!

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)