O presidente Lula e o presidente chinês Xi Jinping defenderam nesta segunda-feira, 27 de julho, a ampliação da cooperação em inteligência artificial, satélites, processamento de minerais críticos e comércio de fertilizantes. A conversa também tratou de negociações entre China e Mercosul, mas não anunciou contrato, valor ou empreendimento localizado no Paraná.
Segundo relato divulgado por Lula e pela agência estatal chinesa Xinhua, Xi manifestou apoio ao Brasil contra interferências externas. Os dois presidentes defenderam coordenação estratégica e diversificação dos parceiros comerciais.
O ponto econômico mais concreto é o processamento de minerais críticos. O Brasil busca evitar o papel restrito de exportador de matéria-prima, enquanto a China domina etapas industriais de cadeias ligadas a baterias, energia e tecnologia.
Lula também recebe o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung. Inteligência artificial, minerais, comércio e indústria integram a agenda, mas expectativa de investimento não equivale a acordo fechado.
Para o Paraná, a pauta pode alcançar a indústria automotiva, empresas de tecnologia, cadeias de baterias, energia e logística pelo Porto de Paranaguá. Esse recorte só deve ser apresentado como consequência efetiva quando houver empresa, localização, prazo ou investimento definido.
A negociação tem peso geopolítico porque ocorre durante disputas por tarifas, tecnologia e cadeias de suprimento. Brasil, China e Coreia do Sul tratam de setores capazes de reduzir dependências externas, mas os resultados precisam ser medidos pelos documentos assinados.

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




