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Lula arma 25 palanques; Flávio Bolsonaro busca apoio em seis

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entra no período das convenções com palanques estaduais encaminhados em 25 estados e no Distrito Federal. Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário na disputa presidencial, ainda procura candidato ao governo em seis unidades da Federação. A diferença interfere no tempo de televisão, na divisão do fundo eleitoral e na montagem das chapas ao Senado.

O levantamento divulgado nesta segunda-feira, 20 de julho, identifica Goiás como a única pendência de Lula. Flávio Bolsonaro ainda enfrenta indefinições em Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais e Pernambuco.

O placar exige uma ressalva: acordo político e pré-candidatura não equivalem a candidatura oficial. Os partidos começaram as convenções nesta segunda-feira, 20 de julho, têm até 5 de agosto para escolher candidatos e coligações e devem apresentar os pedidos de registro à Justiça Eleitoral até 15 de agosto.

Lula resolveu uma das principais lacunas ao encaminhar a pré-candidatura do deputado federal Patrus Ananias (PT) ao Governo de Minas Gerais. O estado tem o segundo maior eleitorado do país e concentra uma disputa que ultrapassa a eleição estadual: desde 1989, o candidato presidencial mais votado entre os mineiros também venceu a eleição nacional.

Em Goiás, o impasse ocorre dentro do próprio Partido dos Trabalhadores. O diretório estadual decidiu sustentar a pré-candidatura do ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno, enquanto Lula prefere a deputada federal Adriana Accorsi. A parlamentar preside o PT goiano e resiste a trocar a disputa legislativa pela corrida ao governo.

Flávio Bolsonaro chega às convenções com problemas diferentes. Em alguns estados, o Partido Liberal ainda procura um candidato competitivo. Em outros, precisa decidir se apoiará nomes de partidos que não assumiram compromisso nacional com sua candidatura.

No Espírito Santo, o PL negocia apoio ao prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos). O entendimento ainda depende das decisões partidárias. Em Pernambuco e Alagoas, dirigentes ligados à articulação admitem a possibilidade de Flávio Bolsonaro ficar sem coligação estadual formal.

Minas Gerais representa o maior vazio eleitoral do PL. Flávio Bolsonaro precisa de um palanque capaz de enfrentar Patrus Ananias e disputar votos no estado que pode decidir a eleição presidencial. Amapá e Maranhão também permanecem sem candidato definido para representar o bolsonarismo na corrida aos governos estaduais.

A diferença não se limita ao número de palanques. Lula já encaminhou Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice-presidente. Flávio Bolsonaro ainda negocia a composição da chapa nacional, decisão que envolve partidos do Centrão e pode exigir a entrega de espaço político, recursos eleitorais e compromissos regionais.

No Paraná, os dois presidenciáveis têm candidatos ao governo identificados. Lula deverá dividir o palanque com Requião Filho (PDT), pré-candidato ao Palácio Iguaçu, e Gleisi Hoffmann (PT), pré-candidata ao Senado.

Flávio Bolsonaro terá Sergio Moro (PL) como pré-candidato ao governo. A chapa bolsonarista também trabalha com Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) para as duas vagas ao Senado, mas a presença do Novo e as negociações com a federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), mantêm aberta a composição definitiva.

A União Progressista é disputada no Paraná por Sergio Moro e Sandro Alex. Se a federação apoiar Flávio Bolsonaro para presidente, União Brasil e Progressistas terão de agir juntos, mas ainda poderão escolher outro candidato ao Governo do Paraná. O apoio obrigatório a Moro dependerá de uma resolução nacional específica ou da homologação dessa aliança pela direção da federação.

O mapa atual mostra vantagem organizacional de Lula, não resultado eleitoral. Palanque garante estrutura, candidatos locais e acesso às campanhas regionais, mas não transfere votos de maneira automática. Até 5 de agosto, convenções poderão derrubar pré-candidaturas, produzir palanques duplos e trocar apoio estadual por participação nas chapas ao Senado.

Continue acompanhando o mapa das alianças e as convenções partidárias no Blog do Esmael.

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