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Banco Central a serviço dos ricaços trava o Brasil com juros de agiota

Na contramão da transparência e da democracia, Galípolo afirma em evento da Faria Lima que “quanto menos soubermos quem é o Copom e quem são as pessoas, melhor será para o país”

Os juros altos são a engrenagem da oligarquia financeira que mantém o Brasil ajoelhado diante dos banqueiros. A Selic de 15% ao ano, imposta pelo Banco Central, não combate a inflação, alimenta o rentismo e destrói a capacidade produtiva do país. É o preço da captura de uma instituição que serve à elite e não ao povo.

A velha mídia, sustentada por bancos e fundos, repete o mantra da “autonomia” como se fosse virtude, mas é submissão disfarçada. O Banco Central, hoje, não decide pela economia nacional, decide pelos dividendos da Faria Lima. Cada reunião do Copom é uma missa de sacrifício da soberania popular no altar dos especuladores.

A Pesquisa de Economia Bancária da Febraban mostra que 85,7% dos bancos esperam cortes apenas no primeiro trimestre de 2026, nas vésperas das eleições, com reduções lentas de 0,25 e 0,50 ponto percentual. É uma chantagem institucional, planejada para favorecer os donos do capital e sabotar qualquer projeto de desenvolvimento.

Os ricaços da Faria Lima, que capturaram o Banco Central, projetam a Selic ainda em 13,75% em abril de 2026, conforme levantamento da Febraban. Um horror sob qualquer perspectiva social, pois significa mais lucro para os rentistas e menos esperança para quem vive do trabalho.

Enquanto isso, a economia real sangra. O crédito está caro, as empresas recuam, e o trabalhador carrega o peso de uma política feita sob medida para preservar os ganhos da agiotagem oficial. A inflação de 5% serve de pretexto para juros três vezes maiores. É o milagre ao contrário, onde o suor do povo multiplica o lucro dos bancos.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirma que “quanto menos soubermos quem é o Copom e quem são as pessoas, melhor será para o país”. A frase traduz o dogma da tecnocracia: esconder o poder para perpetuar privilégios. O anonimato dos “mercados” virou a nova forma de ditadura econômica.

Durante evento promovido pela Fundação FHC, Galípolo dividiu a mesa com Armínio Fraga, ex-presidente do BC no governo Fernando Henrique Cardoso, sob mediação de Sergio Fausto, diretor da entidade.

O encontro, parte do ciclo “O Brasil na visão das lideranças públicas”, realizado nesta segunda-feira (6), serviu como vitrine da velha ortodoxia econômica, onde a “independência” do Banco Central foi exaltada como dogma.

Com plateia formada majoritariamente por oligarcas e especuladores, Galípolo reafirmou o compromisso com o modelo que mantém o país submisso à Faria Lima, enquanto os juros de 15% continuam a castigar a produção, o trabalho e o consumo. O vídeo do debate está disponível no canal da Fundação FHC no YouTube.

A Faria Lima se prepara para “afrouxar o garrão” em 2026, mas não por convicção, por conveniência. O cronograma dos banqueiros coincide, curiosamente, com o calendário eleitoral. É a velha receita: engordar os lucros no aperto e distribuir migalhas quando o voto se aproxima. Essa manipulação de juros é política, não técnica.

O Banco Central “independente” tornou-se dependente dos interesses de uma minoria. A promessa de neutralidade ruiu. O que se vê é uma captura institucional, financiada pela oligarquia financeira e legitimada pela mídia corporativa. O país paga a conta com subemprego, estagnação e miséria.

Nenhuma nação se ergue com juros de agiota. O Brasil precisa libertar o BC do jugo dos bancos e devolver ao povo o controle sobre o seu futuro. A verdadeira independência é a da sociedade frente à elite que a escraviza pelo crédito e pelo medo.

Os juros altos não são política econômica, são projeto de poder. A Faria Lima não quer um país desenvolvido, quer um país rendido, humilhado, de joelhos.

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