Juristas inauguram museu sobre Lava Jato com risco de repetição do “lawfare” na eleição de 2022

A inauguração do Museu da Lava Jato caiu como uma luva para a campanha de Roberto Requião, da Frente Brasil Esperança, que denunciou seu adversário Ratinho Jr. (PSD) de usar o “lawfare” como arma política na eleição de 2022.

Na segunda-feira (01/08), juristas, jornalistas, políticos e líderes de movimentos sociais se encontram no ANF100, 1º andar do Edifício D. Pedro I, da Reitoria da UFPR, para abrir ao público o Museu da Lava Jato (MLJ).

– Inúmeros processos da base de dados da operação organizada pela força-tarefa de Curitiba, clipping das notícias dos principais veículos de comunicação do País, uma linha do tempo com toda a história da Vigília Lula Livre e um centro de estudos sobre a LawFare no Brasil são alguns dos destaques que estarão disponíveis – explicou o curador do MLJ, professor e advogado Wilson Ramos Filho, o Xixo, idealizador do projeto.

A campanha de Requião aponta o mesmo modus operandi da finada força-tarefa Lava Jato, que era comandada pelo ex-juiz Sergio Moro (União) e pelo ex-procurador Deltan Dallagnol (Podemos), no início da corrida eleitoral deste ano no Paraná.

Lawfare é um termo que se refere à junção da palavra law (lei) e o vocábulo warfare (guerra), e, em tradução literal, significa guerra jurídica.

Lawfare é o uso ou manipulação das leis como um instrumento de combate a um oponente desrespeitando os procedimentos legais e os direitos do indivíduo que se pretende eliminar.

É o uso do judiciário como arma política contra o adversário durante a eleição, decidiu recentemente a ONU (Organização das Nações Unidas).

O lawfare foi a base da atuação da Lava Jato, que levou à ilegal prisão do ex-presidente Lula em abril de 2018, visando a eleição do agora presidente cessante Jair Bolsonaro (PL).

Xixo disse que o Núcleo de Estudos da LawFare do Brasil, presente no MLJ, terá como papel fundamental estimular a produção científica sobre o tema.

Professor Xixo explica ainda que lawfare é o termo em língua inglesa utilizado para descrever situações e cenários quando o direito e a justiça tornam-se armas para serem empregadas contra determinados grupos ou pessoas com objetivos específicos.

– Nosso objetivo é simples: lembrar para não repetir – disse o curador do revolucionário museu anti-lawfare.

O jornalista Gabriel Carriconde, da campanha de Requião, passou as últimas horas questionando se o Paraná vai repetir o lawfare na eleição de 2022?

Carriconde divulgou em seu perfil no Twitter um script do lawfare, que, segundo ele, está sendo usado na corrida pelo governo do estado pela campanha de Ratinho Júnior.

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