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O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, utilizou suas redes sociais para cobrar uma investigação por parte do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) contra o ex-piloto de Fórmula 1 bolsonarista, Nelson Piquet. Ele teria guardado as propinas recebidas por Jair Bolsonaro, que consistiam em joias de alto valor, como diamantes, que foram incorporados em seu patrimônio pessoal.
O que você precisa saber sobre a fala de Joaquim Barbosa:
- Joaquim Barbosa cobra investigação do MPF e PF contra Nelson Piquet por esconder a propina de Bolsonaro em diamantes;
- Propinas consistiam em joias de alto valor, como o relógio Rolex de ouro branco, cravejado de diamantes, avaliado em mais de R$ 350 mil, e um conjunto de joias dado pela monarquia saudita, avaliado em mais de R$ 500 mil;
- Objetos foram levados para uma fazenda em Brasília, pertencente a Nelson Piquet, e tratados como bens pessoais;
- Ex-presidente do STF questionou a ausência de ações por parte do MPF e da PF em relação ao caso;
- Bolsonaro confirmou ter ficado com os presentes recebidos na viagem oficial ao Catar e Arábia Saudita, em outubro de 2019, incluindo o Rolex de diamantes e o conjunto de joias.
De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, os objetos foram levados para uma fazenda em Brasília, pertencente a Piquet, e tratados como bens pessoais. Entre eles, há um conjunto de joias dado pela monarquia saudita, avaliado em mais de R$ 500 mil, e um relógio Rolex de ouro branco, cravejado de diamantes, avaliado em mais de R$ 350 mil.
A propriedade do ex-piloto recebeu as “dezenas de caixas” após saírem pelas garagens privativas dos Palácios do Planalto e Alvorada, a partir de 20 de dezembro, quando Bolsonaro começou a retirar seus objetos pessoais devido à proximidade do fim do mandato.
Barbosa questionou a ausência de ações por parte do MPF e da PF em relação a esse caso. Ele reforçou sua opinião em uma postagem no Twitter, na qual compartilhou uma matéria do Estadão sobre o assunto.
Bolsonaro confirmou ter ficado com os presentes recebidos na viagem oficial ao Catar e Arábia Saudita, em outubro de 2019, incluindo o Rolex de diamantes e o conjunto de joias.
Bolsonaro vai depor sobre as joias na PF
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi intimado pela Polícia Federal para depor sobre a origem e destino das joias recebidas da Arábia Saudita, que deveriam estar no acervo público da Presidência da República. Além de Bolsonaro, a PF também intimou o militar Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência, e Marcelo Câmara, assessor do ex-presidente.
As joias foram enviadas pela Arábia Saudita em 2021, durante uma missão brasileira no Oriente Médio, e um dos pacotes, avaliado em R$ 16,5 milhões e destinado à esposa de Bolsonaro, Michelle, foi retido pela Receita Federal no aeroporto de Guarulhos (SP). Outro pacote, com joias da marca suíça Chopard, supostamente destinado a Bolsonaro, não foi interceptado.
Bolsonaro deve chegar ao Brasil nesta quinta-feira (30/3), após quase três meses nos EUA, e será questionado pela PF sobre as joias em questão. O político também deverá explicar por que se apropriou de patrimônio público. A intimação gerou grande interesse público e repercussão na mídia.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




