Em uma noite intensa em Israel, milhares de manifestantes saíram às ruas deste sábado (24/2), clamando por eleições antecipadas e exigindo um acordo para a libertação de reféns mantidos pelo Hamas em Gaza. Eles pediram ‘Fora Netanyahu’. Os protestos, que se tornaram semanais, enfrentaram uma repressão policial que resultou na detenção de 19 manifestantes em Tel Aviv, enquanto canhões de água foram ativados para dispersar a multidão.
As informações são do jornal israelense Haaretz.
Líderes dos protestos expressaram indignação com a abordagem policial, acusando as autoridades de criar um cenário caótico. Um dos líderes afirmou: “A polícia criou essa bagunça. O número de manifestantes não era maior do que nas semanas anteriores. Quando eles ativaram o canhão de água… transformaram isso em um evento significativo que atraiu mais pessoas”.
O uso de canhões de água pela polícia levantou questões sobre táticas de repressão em meio às manifestações. Os protestos, centrados nas demandas por eleições antecipadas e no apelo pela libertação de reféns em Gaza, refletem a tensão política em Israel.
O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu enfrenta crescente descontentamento, com os manifestantes buscando mudanças e expressando preocupações sobre o tratamento de questões críticas, incluindo as relações com o Hamas.
Enquanto isso, no Brasil, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) utilizam uma fala do presidente Lula criticando o genocídio praticado por Netanyahu, em Israel, para estumular a manifestação deste domingo (25/2) a favor de Bolsonaro.
LEIA TAMBÉM
- Gleisi Hoffmann condena manifestação de Bolsonaro e alerta para ameaça às instituições
- Bolsonaro espera neste domingo o recorde de público na Avenida Paulista
- Tarcísio de Freitas inicia campanha para o Palácio do Planalto após endosso de Bolsonaro; vídeo

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




