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Irã revida Israel após bombardeios mortais

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O Oriente Médio está em combustão. Depois que Israel realizou uma série de bombardeios que destruíram instalações nucleares iranianas e mataram ao menos nove cientistas e generais de alta patente em Teerã, o Irã respondeu com uma onda de mísseis e drones suicidas, atingindo centros urbanos e bases militares em Israel. O confronto marca a maior escalada direta entre os dois países desde a Revolução Islâmica de 1979 e levanta o espectro de um conflito regional com potencial nuclear.

Natanz em ruínas e cientistas assassinados

A ofensiva israelense, iniciada ainda na madrugada de sexta-feira, teve como alvo principal a usina de enriquecimento de urânio em Natanz. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), a estrutura acima do solo foi destruída, gerando “contaminação radiológica e química manejável”. Também foram bombardeadas instalações nucleares em Fordo e Isfahan.

O Irã confirmou a morte de ao menos nove cientistas nucleares e líderes militares, incluindo o comandante da Força Aeroespacial do IRGC, general Amir Ali Hajizadeh, e o general Hossein Salami. Civis também estão entre os mortos.

Operação True Promise III: retaliação em larga escala

Em resposta, o Irã iniciou a “Operação True Promise III”, disparando cerca de 100 mísseis balísticos e dezenas de drones contra alvos israelenses. Entre os locais atingidos estão Tel Aviv, Ramat Gan, o Mar Morto e a Cisjordânia. Quatro pessoas morreram em Israel, mais de 70 ficaram feridas. Explosões foram registradas em bairros residenciais, inclusive próximos ao quartel-general das Forças de Defesa.

Apesar do sistema de defesa “Domo de Ferro”, parte dos mísseis iranianos conseguiram romper as camadas antimísseis. Israel afirmou ter interceptado a maioria, mas admitiu falhas em Rishon LeZion e Tiberíades.

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Khamenei e Netanyahu endurecem tom

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, declarou que Israel iniciou a guerra e prometeu punição exemplar. “Eles começaram. Nós não deixaremos esse crime impune”, disse em pronunciamento televisivo. Do lado israelense, o ministro da Defesa, Israel Katz, respondeu com uma ameaça direta: “Se Khamenei continuar, Teerã vai queimar”.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a ofensiva durará “o tempo que for necessário” e garantiu que o objetivo é incapacitar a capacidade militar do Irã. Ele também culpou o programa nuclear iraniano pela escalada.

Trump e o impasse nos EUA

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump oscilou entre apoiar Israel e evitar o envolvimento direto do país. Inicialmente, o governo negou participação nos bombardeios, mas confirmou o uso de seus sistemas antimísseis para interceptar parte dos ataques iranianos.

Trump afirmou que Israel agiu por conta própria, mas elogiou os resultados: “Eles fizeram o que era necessário”. Analistas apontam divisão dentro do Partido Republicano entre isolacionistas e defensores de uma intervenção mais agressiva.

Cenário de guerra total e riscos nucleares

A AIEA declarou que ainda não há vazamento radioativo detectado fora das instalações iranianas, mas alertou para riscos em caso de novos bombardeios. O reator de Arak, embora inativo, continua sob vigilância. Os locais atacados concentram material físseis de alto potencial contaminante.

O Irã ameaça atingir bases americanas, britânicas e francesas na região, enquanto Israel se prepara para novos bombardeios. A Rússia condenou os ataques israelenses e ofereceu-se como mediadora. A China ainda não se pronunciou.

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Nenhuma bomba aproxima a paz

Israel iniciou uma operação militar que matou cientistas, civis e destruiu instalações nucleares sob monitoramento internacional. O Irã revidou. Estamos diante de uma guerra de Estado contra Estado, com o mundo à beira de um colapso diplomático.

Os mortos se acumulam, mas a lógica da destruição segue intacta. Nenhuma bomba aproxima a paz. Nenhum mísseis devolve as vidas perdidas. A comunidade internacional precisa agir agora. Antes que a próxima ogiva não carregue apenas explosivos, mas radiação.

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