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Ipsos-Ipec: Lula cresce, mas reprovação ainda é maioria em meio à queda de Bolsonaro

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A aprovação ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a subir, segundo pesquisa Ipsos-Ipec divulgada nesta quinta-feira (11). O levantamento aponta que 44% dos brasileiros aprovam a forma como o presidente administra o país, uma recuperação de cinco pontos em relação a junho. A desaprovação, embora ainda majoritária, caiu de 55% para 51%.

O resultado foi publicado na mesma semana em que Jair Bolsonaro (PL) foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos de prisão pela tentativa de golpe. O contraste entre os dois líderes reconfigura o debate político e influencia diretamente a narrativa eleitoral para 2026.

Avaliação do governo

Segundo o Ipsos-Ipec, 30% classificam a gestão Lula como ótima ou boa (eram 25% em junho), enquanto 38% consideram ruim ou péssima (eram 43%). Outros 31% avaliam como regular. A pesquisa ouviu 2 mil pessoas em 132 municípios entre os dias 4 e 8 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais.

A melhora é significativa para um governo que vinha enfrentando altos índices de rejeição no primeiro semestre. A diretora do instituto, Márcia Cavallari, avalia que “a percepção negativa pode ter atingido seu pico em junho”.

Quem aprova e quem reprova

O governo é mais bem avaliado entre nordestinos (46%), católicos (37%), eleitores de menor renda (37% entre famílias com até um salário mínimo) e menos escolarizados (40%). A aprovação também chega a 61% entre os que declararam voto em Lula em 2022.

Já a reprovação é maior entre moradores do Sul (52%), evangélicos (46%), eleitores com renda acima de cinco salários mínimos (48%) e quem votou em Bolsonaro na última eleição (67%).

Confiança no presidente

O Ipsos-Ipec também mediu a confiança em Lula: 41% disseram confiar nele, contra 37% em junho. Já 56% afirmaram não confiar.

Em relação às expectativas, 44% consideram o governo pior do que imaginavam, 30% igual e 24% melhor. Mesmo assim, houve queda da percepção negativa em comparação com junho, quando 50% diziam estar decepcionados.

Fôlego político

Os números mostram um fôlego político para Lula em meio à crise da oposição. Enquanto Bolsonaro se torna réu condenado, o petista recupera parte do apoio perdido e fortalece sua base popular. O desafio do governo é transformar essa melhora pontual em tendência, ampliando o diálogo com segmentos resistentes, como evangélicos e classe média urbana.

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