Gleisi, Alckmin, Richa e Ducci na Renault

A montadora francesa anuncia investimento de R$ 2 bilhões para produzir novo SUV no Paraná

A presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e o presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), visitaram nesta segunda-feira (4/12) o Complexo Industrial Ayrton Senna da Renault, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Eles estavam acompanhados do ex-governador Beto Richa (PSDB) e do ex-prefeito de Curitiba Luciano Ducci, ambos deputados federais, além de outros parlamentares da bancada do estado.

A visita foi realizada para celebrar os 25 anos da instalação da primeira fábrica da Renault no Brasil, que já produziu mais de 3,5 milhões de veículos e emprega mais de 5,3 mil funcionários diretos além de outros 25 mil empregos indiretos.

Na ocasião, a Renault anunciou um investimento de R$ 2 bilhões para produzir um novo SUV no Paraná.

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O aporte vai viabilizar a produção de um C-SUV completamente novo sobre a Plataforma Modular do Grupo Renault, a mesma utilizada na linha de montagem do Kardian, veículo que será lançado para o mercado em março de 2024.

O novo investimento faz parte do International Game Plan 2027 da empresa, projeto mundial da Renault que prevê fabricar oito novos modelos, incluindo três SUVs do segmento C, entre 2024 e 2027 para os mercados internacionais.

“A visita vem para reforçar o compromisso do Governo Lula com a indústria no Brasil, baseada na inovação e na sustentabilidade”, disse Gleisi Hoffmann.

“Já tivemos este ano o programa de inventivo, com redução da tributação de carros populares, renovação da frota de ônibus e caminhões, e também será lançado o programa Mover, com mais de R$ 3 bilhões de incentivo com redução de PIS, COFINS e IPI para fortalecer a indústria, a inovação e a sustentabilidade”, concluiu a líder petista.

“A Renault representa a neo-indústria, que é baseada em inovação e sustentabilidade e é o que queremos incentivar para estimular a industrialização do Brasil”, disse o presidente em exercício, Geraldo Alckmin.

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“Somos a oitava indústria automotiva do mundo, mas queremos que cresça, porque é setor que está na vanguarda da pesquisa, desenvolvimento e inovação, gera emprego, agrega valor e promove o desenvolvimento”.

“O Brasil é um grande mercado mundial, e reforçamos que nosso interesse não é apenas vender carro para cá, mas produzir aqui os veículos, que são comercializados para mais de 20 países. A Renault já é a maior exportadora do Paraná e quer avançar mais”, afirmou o CEO da Renault na América Latina, Luiz Fernando Pedrucci.

“Estamos ampliando a gama de produtos fabricados pela Renault no Paraná, entrando em um novo segmento em que ainda não estamos presentes”, disse o presidente da Renault do Brasil, Ricardo Gondo.

“A Renault do Brasil é um polo exportador para todos os países da América Latina e desempenha um papel estratégico no mundo, sendo o segundo maior mercado depois da França”.

O novo veículo utilizará um motor produzido no Complexo Ayrton Senna pela Horse, empresa do Grupo Renault dedicada ao desenvolvimento, produção e fornecimento da próxima geração de motores híbridos com baixa emissão de CO2.

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A companhia fará um investimento de R$ 100 milhões também no Complexo Ayrton Senna, anúncio feito na semana passada pelo governador Ratinho Junior e o CEO da empresa, Patrice Haettel.

O investimento de R$ 2 bilhões da Renault no Paraná é um importante passo para o desenvolvimento da indústria automobilística no Brasil.

O novo SUV, que será fabricado no Complexo Ayrton Senna, terá um papel importante na geração de empregos e renda no estado.

O anúncio também reforça o compromisso do Governo Lula com a indústria nacional, segundo Gleisi e Alckmin.

O programa Mover, que será lançado em breve, prevê incentivos fiscais para a indústria automobilística, com foco na inovação e na sustentabilidade.

4 Replies to “Gleisi, Alckmin, Richa e Ducci na Renault”

  1. Gostei do comentário do Marcos, e realmente ele tem a razão, se existe recursos para alavancar uma multinacional no Brasil, porque não direcionar estes recursos para as nossas empresas genuínamente brasileiras com mencionado por ele, e alavancar a nossa industria automibilística nacional? A Embraer é um exemplo bom. Hoje até importamos aviões para o Mundo, e tem até um projeto de um carro voador que já tem até encomenda feita. E isso prova, que investimentos do Governo e subsídios necessários para nossas industrias criadas no Brasil, serão bem sucedidas como a EMBRAER. Ele citou a Gurgel, mas, foi em um período em que o nosso governo, pensava em volta do umbigo e não tinha visão de Mundo. Quem sabe agora o Governo tenha está visão ou não?

  2. A fabricante de automóveis é brasileira? Não, é francesa e não se sabe até quando ficará no Brasil! Se o objetivo é de fato desenvolver tecnologias automotivas nacionais temos que investir e subsidiar automotivas genuinamente brasileiras. Assim fizeram o Japão, a Coreia do Sul, a Índia e a China, mais recentemente. Tivemos a Gurgel, que o Brasil desprezou. Hoje temos Agrale e a Eletrabus, uma no RS e outra em SP, respectivamente. O Programa Mover tem que se mover na direção do desenvolvimento dessas duas e de outras que estejam nas plantas dos empresários brasileiros e investidores interessados na nossa reindustrialização. Senão, seguiremos uma plataforma de montagens de veículos para mercados globais e um mero fabricante e consumidor de tecnologías prontas.

  3. Quando digo que na política brasileira, nada é tênue, duradoura e fiel aos seus princípios e convicções, esta foto é prova disso. Nem nos meus piores pesadelos, sonharia com algo assim. Espero que o futuro de Curitiba, vá para as mãos de gente série e convicta de seus princípios. Se não. Acho que serão, quatros anos de muito aborrecimentos. É só uma foto, mas, como se diz um provérbio chinês, “uma imagem vale mais que mil palavras”, está ai fica meio sem nexo, ou, será que usaram a lei da boa vizinhança ou republicanismo? Vai saber né!

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