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Foz do Iguaçu dá título a Alexandre Curi, pré-candidato ao governo do Paraná

O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi (PSD), recebeu em Foz do Iguaçu o Título de Cidadão Honorário, homenagem aprovada pela Câmara Municipal por proposição da vereadora Anice Gazzaoui Solene (PP). A solenidade foi realizada na sexta-feira (27) e virou também palco para Curi reafirmar a pré-candidatura ao Palácio Iguaçu, sem admitir ruptura com o grupo do governador Ratinho Junior (PSD).

A honraria está formalizada no Decreto Legislativo nº 15/2025, que concede o título ao deputado.

Nas redes, Curi tentou dar o tom institucional e municipalista, dizendo que foi “recebido como filho da cidade” e que a homenagem reforça o compromisso com “Foz e com todo o Paraná”, citando infraestrutura, educação, saúde e desenvolvimento.

Só que, para além do protocolo, o ato reforça uma linha que Curi vem construindo desde que assumiu a presidência da ALEP, a de ampliar presença regional e acumular gestos emblemáticos em cidades estratégicas, especialmente no Oeste, onde a política costuma se decidir no detalhe, e no peso das alianças locais.

O discurso em Foz puxou o fio da sucessão. Questionado sobre a disputa interna no campo governista, Curi tentou baixar a temperatura e rejeitou a palavra “racha”. “Racha é desentendimento, é ruptura. Isso, da minha parte, não vai acontecer”, afirmou durante a cerimônia.

Ao mesmo tempo, ele confirmou o desejo de concorrer ao governo e disse que gostaria de disputar pelo PSD, mas condicionou o rumo à decisão de Ratinho, prevista, segundo ele, até o fim de março.

Na mesma fala, Curi citou Guto Silva e Rafael Greca como nomes colocados no grupo, elogio que, na prática, funciona como senha dupla, preserva pontes enquanto o relógio da janela partidária aperta.

O Blog do Esmael apurou que a data considerada decisiva por Curi é 20 de março, quando ele pode liderar uma debandada sem precedentes na ALEP e na história política do Paraná.

A homenagem, portanto, tem duas leituras convivendo no mesmo evento. A oficial, reconhecimento por atuação e interlocução com Foz, inclusive com a comunidade árabe, ponto destacado por Anice Gazzaoui.

A política, o Oeste como vitrine para consolidar a pré-campanha e demonstrar capilaridade fora do eixo Curitiba e Região Metropolitana, num momento em que o PSD paranaense vive tensão aberta sobre quem herda o Palácio Iguaçu.

Para Curi, o título chega como ativo de narrativa, municipalismo, “defesa dos municípios” e presença no interior. Para a eleição de 2026, é mais uma peça na disputa por espaço no próprio grupo, com Curi tentando se apresentar como candidato viável sem romper a ponte institucional com o governo.

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