Os profissionais de educação assumiram um papel de destaque quantitativo no registro de chapas para as eleições gerais de outubro deste ano.
Dados consolidados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelam que 1.351 candidatos que disputarão o pleito declararam-se formalmente como professores.
O contingente de docentes na urna eletrônica representa aproximadamente 6,6% do total de candidaturas, equivalendo a uma proporção de um professor a cada 15 candidatos.
Cerca de um terço de todas as candidaturas de docentes no país está concentrado sob as legendas de seis partidos de esquerda.
As siglas PSTU, PCdoB, PCB, PSOL, UP e PT lideram as estatísticas proporcionais de professores inscritos para disputar os cargos legislativos.
O cenário expõe a forte e histórica vinculação orgânica da esquerda brasileira com a base sindical e do funcionalismo público de ensino.
Em contrapartida, no extremo oposto das tabelas eleitorais, os partidos de direita registraram as menores taxas de docentes em suas chapas.
A representação dos trabalhadores do giz busca criar barreiras contra projetos de privatização de escolas e programas de plataformas digitais no ensino.
A categoria promete pautar a campanha de rua com debates sobre valorização do piso nacional do magistério e o fortalecimento de verbas para a escola pública.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




