Conselho de Ética julga caso que pode cassar Renato Freitas

O deputado estadual Renato Freitas (PT) enfrenta nesta segunda-feira (13) a etapa mais sensível do processo disciplinar aberto na Assembleia Legislativa do Paraná. O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar está realizando sessão de julgamento, presidida pelo Delegado Jacovós (PL), que podem resultar na cassação do petista.

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Até a reunião da semana passada, o colegiado havia encerrado a fase de depoimentos. A própria Alep informou que o passo seguinte seria a apresentação das alegações finais da defesa de Renato Freitas, depois o parecer final do relator Marcio Pacheco (Republicanos) e, na sequência, o julgamento pelos membros do Conselho.

O processo gira em torno da briga registrada em 19 de novembro de 2025 no Centro de Curitiba. Imagens anexadas ao procedimento mostram Freitas trocando golpes com o então manobrista Weslley de Souza Silva, entre as ruas Vicente Machado e Visconde do Rio Branco, além de cenas dentro de um estacionamento da região.

As denúncias foram reunidas numa única acusação. Segundo a Alep, os autores das representações são vereadores de Curitiba, deputados estaduais e um coordenador estadual do Movimento Brasil Livre (MBL), todos sustentando que o parlamentar violou o artigo 5º do Código de Ética, regra que enquadra ofensa física ou vias de fato como conduta incompatível com o mandato.

Renato apresentou outra versão ao Conselho. Disse que o carro teria avançado sobre ele e a mãe de seu filho, que ouviu ofensas e reagiu em legítima defesa. Já o manobrista afirmou ter sido atacado primeiro, negou xingamentos e disse não ter motivação política.

Em linguagem simples, o Conselho de Ética é o órgão interno da Assembleia que apura quebra de decoro, isto é, conduta incompatível com o cargo. Pela regra da Casa, ele pode propor punições que vão de advertência à suspensão ou cassação do mandato, com encaminhamento de pareceres à Mesa Executiva ou ao Plenário.

A sessão desta segunda-feira recoloca a Alep diante de um caso que já saiu do rito burocrático e virou confronto político aberto. O que ocorrer no auditório pode acelerar o desfecho de um processo que atinge um dos mandatos mais tensionados da oposição paranaense.

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