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Congresso Nacional aprova Ricardo Cappelli como interventor de Lula no Distrito Federal

Foi um dia histórico para o Senado Federal. O plenário aprovou o decreto de intervenção federal assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo (8/1). A sessão extraordinária foi marcada de maneira remota pelo presidente da Casa Alta, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A aprovação foi simbólica, com todos os partidos orientando favoravelmente ao projeto, mas alguns senadores votaram contra, destacando-se Carlos Portinho, Luiz Carlos Heinze, Zequinha Marinho, Carlos Viana, Eduardo Girão, Flavio Bolsonaro, Plinio Valerio e Styvenson Valentin.

A intervenção foi solicitada pelo presidente Lula, devido à depredação promovida por manifestantes bolsonaristas nos prédios dos Três Poderes. A Garantia da Lei e da Ordem (GLO) permitirá o emprego das Forças Armadas para frear essa violência. Na segunda-feira (9/1), a Câmara dos Deputados também aprovou o decreto. Agora, a medida segue para promulgação.

Ricardo Capelli, atual secretário-executivo do Ministério da Justiça, foi escolhido para comandar a operação de intervenção. A medida valerá, inicialmente, até 31 de janeiro de 2023 e só afetará a área de Segurança Pública. Com a intervenção, as Forças Armadas poderão atuar na capital federal para retomada da ordem pública.

A depredação promovida por manifestantes bolsonaristas causou um verdadeiro caos na cidade de Brasília, o que levou a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal a convocar a Polícia Militar para atuar na contenção dos manifestantes. Infelizmente, essa ação não obteve o resultado esperado.

Com a intervenção federal, espera-se que haja uma maior eficácia na contenção dos manifestantes violentos e na retomada da ordem pública. Tanto o senador Rodrigo Pacheco, quanto o deputado Arthur Lira, presidentes respectivamente do Congresso Nacional e da Câmara dos Deputados, interromperam suas férias e retornaram ao Distrito Federal no último domingo (8/1) para acompanhar a situação e tomar as medidas necessárias.

A intervenção federal no Distrito Federal é uma medida extrema, mas necessária para garantir a segurança e o bem-estar da população. Espera-se que, com a intervenção, as Forças Armadas possam atuar de maneira coodenada com Ricardo Cappelli, que é o interventor de Lula.

Quem é Ricardo Cappelli, o interventor no DF?

Ricardo Cappelli foi secretário de Comunicação no segundo mandato do pessebista no governo do estado do Maranhão, entre 2019 e 2022. Ele é jornalista de formação.
Cappelli também chefiou o escritório de representação do Maranhão em Brasília, no primeiro governo de Flávio Dino.
Antes, o interventor trabalhou em cargos de secretaria e de diretoria no Ministério do Esporte nos governos Dilma e Lula.
O interventor de Lula no DF foi secretário nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social, diretor do departamento de Incentivo e Fomento ao Esporte e diretor do departamento de Esporte Universitário.
Cappelli foi presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes) no início dos anos 2000.

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