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Bolsonaro segura apoio a Tarcísio e quer “pagamento antecipado”

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Blog do Esmael, direto de Brasília – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em prisão domiciliar e com risco de condenação de até 40 anos no STF por tentativa de golpe de Estado, condiciona o apoio ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a um aceno político concreto: a aprovação no Congresso Nacional de uma anistia ampla aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, incluindo a si próprio. Sem essa garantia, a operação política para lançar Tarcísio ao Planalto emperra.

Bastidores em Brasília: STF, Centrão e Faria Lima

Apuração do Blog do Esmael revela que a negociação envolve ministros do Supremo Tribunal Federal, líderes do Centrão e operadores da Faria Lima, centro nervoso do sistema financeiro e da velha mídia corporativa. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), repete a aliados que não há ambiente para aprovar uma anistia irrestrita. Mas interlocutores discutem alternativas, como mudanças no foro privilegiado, que até 2018 exigia aval do Congresso para investigar parlamentares.

Nesta semana, o colégio de líderes não chegou a um consenso sobre o pacote que uniria anistia e alteração do foro, mantendo o impasse.

O cálculo eleitoral de Tarcísio

Tarcísio já avisou a aliados que só entrará na corrida presidencial se houver apoio explícito de Bolsonaro e se Lula (PT) não disputar a reeleição em 2026. O problema é que o petista ampliou sua presença em palanques pelo país e Bolsonaro insiste em se declarar candidato, mesmo dependendo da anistia para escapar da pena. Além disso, o tarifaço de Trump deu gás extra aos giros de Lula pelo Brasil.

O governador teme repetir o fracasso de João Doria (PSDB), que renunciou ao governo de SP para disputar o Planalto e terminou sem legenda e sem cargo. Pela lei, Tarcísio precisa deixar o posto até 4 de abril de 2026 para concorrer à Presidência.

Fórmula “T” e a tensão dos mercados

Nos bastidores, articuladores que transitam entre o STF e a Faria Lima falam numa “fórmula T”: anistiar Bolsonaro, mas manter sua inelegibilidade até 2030, abrindo caminho para Tarcísio. A ideia, no entanto, ainda não foi aceita por todos os atores políticos, deixando a sucessão presidencial em aberto e o mercado financeiro em alerta.

O xadrez entre anistia, foro privilegiado e a sucessão presidencial de 2026 coloca Tarcísio em posição delicada. Sem a “mercadoria” que Bolsonaro exige, sua candidatura corre o risco de nem sair do papel.

Moral da história: Bolsonaro não compraria nem um carro usado de Tarcísio e da Faria Lima.

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