Início / Defesa Civil

Bate-boca entre Gleisi Hoffmann e Cláudio Castro por causa das chuvas no Rio

O clima ficou pesado neste domingo (6/4) entre Brasília e o Palácio Guanabara. A ministra Gleisi Hoffmann, das Relações Institucionais, e o governador Cláudio Castro (PL) trocaram farpas públicas sobre a atuação do governo federal diante das chuvas que castigam o Rio de Janeiro.

A tragédia climática virou embate político, com cada lado tentando lavar a alma diante da enxurrada de críticas.

As chuvas que atingiram Angra dos Reis e outras cidades fluminenses entre sexta (5) e sábado (6) provocaram enchentes, deixaram 193 pessoas desalojadas e reacenderam memórias do desastre de Petrópolis em 2022, quando mais de 200 vidas foram perdidas.

Cláudio Castro não poupou palavras ao cobrar o Planalto:

“Até agora, não recebemos nenhuma ligação do governo federal. Em 2022 foi assim também. Tivemos que tomar a frente e agir por conta própria”.

Do outro lado da trincheira, Gleisi respondeu no X (antigo Twitter), em tom indignado e com alfinetada direta no governador:

“Lamento que o governador Cláudio Castro queira fazer exploração política de um desastre. Ao contrário do que ele disse, o governo federal não se omitiu”.

A troca de acusações entre o Planalto e o governo do Rio é mais do que uma divergência sobre alagamentos: trata-se de uma disputa de protagonismo político em ano pré-eleitoral, com o PL e o PT em lados opostos da trincheira.

Gleisi deixou claro que o Reconhecimento Sumário da Situação de Emergência em Angra e Petrópolis já foi assinado. E lembrou que o secretário de Assuntos Federativos, André Ceciliano (ex-presidente da Alerj), está em campo junto às prefeituras atingidas.

Nas redes, aliados de Castro acusam o governo Lula de agir com lentidão e desprezo pelo povo fluminense. Já petistas apontam oportunismo político por parte do governador, aliado de Bolsonaro.

O clima é de guerra declarada, com uma tragédia real servindo como combustível para a disputa ideológica.

A lembrança do caos em Petrópolis, onde o socorro também foi questionado, volta como um fantasma. Na época, Cláudio Castro foi duramente criticado pela lentidão na resposta estadual – agora tenta inverter os papéis.

Com previsão de mais chuvas para os próximos dias, cresce a pressão por respostas rápidas e eficazes. O governo federal tenta reforçar sua presença no Rio para evitar desgaste político, enquanto Castro busca capitalizar a crise para consolidar sua imagem de gestor ativo.

O desastre natural pode virar palanque – mas a população quer abrigo, comida e ação, não a guerra de versões deflagrada por Castro.

❓ Gleisi x Cláudio Castro

Quem é responsável pela ajuda federal nas chuvas do Rio?

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil coordena as ações junto às Defesas Civis municipais, com apoio dos ministérios e interlocução de André Ceciliano.

O governo federal reconheceu a emergência no Rio?

Sim. Segundo Gleisi Hoffmann, houve reconhecimento sumário da emergência em Angra dos Reis e Petrópolis ainda neste fim de semana.

Quantas pessoas foram afetadas pelas chuvas em Angra dos Reis?

Foram 193 desalojados, sem registro de feridos até o momento. A cidade ativou 36 pontos de apoio e quatro abrigos oficiais.

O governador Cláudio Castro tem razão em criticar o Planalto?

Depende do ponto de vista: ele reclama da falta de contato direto; o governo Lula afirma que agiu de forma técnica e imediata, sem espetáculo.

O debate entre Gleisi e Cláudio Castro revela como desastres naturais viram palco de disputas partidárias no Brasil. Em vez de união para enfrentar o problema, o que vemos é um duelo retórico de quem grita mais alto.

O povo de Angra dos Reis, Petrópolis e tantas outras cidades merece mais que isso: ações concretas, planejamento de longo prazo e respeito à dor alheia.

Comente abaixo o que você acha dessa briga política em meio à tragédia. E compartilhe para que mais gente fique informada.

Leia também no Blog do Esmael: Vem aí nova pesquisa da Paraná Pesquisas na quinta-feira; Paes atropela no Rio com Senado embolado para Bolsonaro; Pesquisa Atlas mostra Lula favorito e direita refém de Bolsonaro