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APP-Sindicato declara guerra à privatização das escolas

Os educadores do Paraná estão em pé de guerra com o governador Ratinho Jr. (PSD). O motivo da revolta é a iniciativa do Palácio Iguaçu em promover a privatização de 204 escolas estaduais através do Programa Parceiro da Escola. A APP-Sindicato, maior entidade representativa dos professores no estado, acusa o governo de usar a máquina pública para induzir a comunidade a concordar com o projeto.

A partir desta sexta-feira (6) até segunda-feira (9), o governo realizará consultas nas escolas para decidir sobre a adesão ao programa. Segundo a APP-Sindicato, os Núcleos Regionais de Educação estariam ligando para pais, mães e responsáveis, na tentativa de convencê-los a votar pela privatização da gestão das escolas.

“Isso é um absurdo! O governo está desesperado com a adesão da comunidade ao movimento ‘Não Venda a Minha Escola’ e está usando a estrutura pública para manipular o processo”, denuncia a entidade em nota oficial. “O objetivo do governo não é melhorar o ensino, mas distribuir dinheiro público da educação para empresas terem lucro.”

Nas redes sociais, professores e funcionários estão mobilizados. Compartilham mensagens alertando sobre os riscos do programa, como a possibilidade de empresas privadas administrarem finanças públicas e contratarem professores com salários baixos, o que poderia comprometer a qualidade do ensino.

O conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR), Maurício Requião, também manifestou preocupação. Em sessão realizada em 27 de novembro, ele classificou o programa como um “desmonte da espinha dorsal do sistema de ensino público” e alertou para a ilegalidade do procedimento, feito sem licitação.

Na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP), deputados como Luciana Rafagnin, Professor Lemos e Ana Júlia, todos do PT, se posicionam firmemente contra o projeto. Eles convocam a comunidade escolar a participar das consultas e votar não à privatização. “Esse é o momento de nos organizarmos contra a venda da educação pública do Paraná. Vamos mostrar ao Governo do Estado a força da comunidade escolar!”, conclama Luciana.

Ana Júlia enumera cinco motivos para votar contra, destacando que a lei não proíbe a cobrança de mensalidades e que professores podem ser contratados diretamente pelas empresas, com salários baixos e sem garantias. “A privatização afronta a concepção de sociedade que buscamos, na qual a educação pública de qualidade é indispensável para o futuro de nós jovens”, afirma a deputada.

O Professor Lemos alerta para o desmonte da educação pública: “Esse programa representa o desmonte da educação pública no Paraná, priorizando empresários em vez de investir na melhoria das nossas escolas. Educação é direito, não mercadoria!”

A APP-Sindicato reforça a importância da mobilização e da denúncia de abusos. “Dinheiro da educação tem que ir para a escola e não para o bolso de empresário. Denuncie esses abusos e mobilize outras mães, pais e responsáveis a votar contra esse projeto que ameaça a educação e o futuro dos adolescentes e jovens paranaenses.”

A batalha está posta, segundo os educadores. A comunidade escolar tem até o dia 9 de dezembro para decidir o futuro da educação pública no estado. Para o sindicato do magistério paranaense, a participação de todos é essencial para garantir que a voz da população seja ouvida e que a educação continue sendo um direito de todos, e não um negócio para poucos.

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