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André Mendonça assume caso Master após saída de Toffoli

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O ministro André Mendonça (STF) foi sorteado na noite desta quinta-feira (12) como novo relator do caso Master no Supremo, depois que Dias Toffoli pediu a redistribuição do processo em meio à crise aberta por um relatório da Polícia Federal (PF) que citou o nome do antigo relator.

Na prática, Mendonça herda um processo já politizado e com alto custo institucional: o Supremo trocou o relator, mas registrou em nota que não havia motivo para suspeição e que os atos praticados por Toffoli permanecem válidos.

Sorteio coloca Mendonça no centro da crise

Como manda o rito do tribunal, o novo relator foi definido por sorteio e assume o inquérito que investiga suspeitas na operação envolvendo o Master e o BRB, banco público do Distrito Federal.

Na prática, Mendonça herda um processo já politizado e com alto custo institucional, porque o Supremo decidiu trocar o condutor, mas registrar em nota que não havia motivo para suspeição e que os atos praticados por Toffoli permanecem válidos.

O “acordo” do STF para preservar Toffoli e o processo

A nota conjunta divulgada na noite de hoje afirma que não cabia arguição de suspeição, reconhece a “plena validade” do que foi feito até aqui e expressa “apoio pessoal” a Toffoli, ao mesmo tempo em que acolhe o pedido do ministro para que a Presidência promova a livre redistribuição.

Nos bastidores, a leitura em Brasília é de que a Corte buscou uma saída de contenção, reduz desgaste público, evita anular decisões e empurra o caso para um novo rosto sem admitir falha.

Por que Toffoli saiu

O gatilho foi o relatório da PF enviado ao Supremo em 9 de fevereiro de 2026, com menções a Toffoli em mensagens do aparelho de Vorcaro, o que abriu debate interno e acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para se manifestar.

Na véspera, Toffoli já havia reagido dizendo que o pedido de suspeição seria baseado em “ilações” e, nesta quinta, reconheceu participação societária na Maridt, empresa familiar ligada ao resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), ponto sensível na narrativa do caso.

O que Mendonça pode decidir daqui para frente

Com a relatoria nas mãos de André Mendonça, o caso entra numa nova fase: caberá ao ministro conduzir próximos atos, analisar pedidos da PF e da PGR e decidir o rumo processual, inclusive eventuais discussões sobre competência e encaminhamentos para outras instâncias, se esse debate voltar à mesa.

O STF tentou resolver a crise trocando o relator sem carimbar suspeição, uma operação clássica de autoproteção institucional. Agora, a credibilidade do tribunal depende do que Mendonça fizer com o processo e, sobretudo, do que vier do material já coletado pela PF.

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