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Foto de Aécio com Corina desmonta narrativa do Nobel da Paz

O deputado Aécio Neves (PSDB-MG), protagonista do enredo que inaugurou o ciclo de golpes no Brasil ao não reconhecer a derrota para Dilma Rousseff em 2014, publicou uma prova irrefutável de que Maria Corina Machado não merecia o Prêmio Nobel da Paz.

Seu apoio público à líder venezuelana, coroada pela academia de Oslo, escancara que o prêmio tem mais a ver com política e provocação geopolítica do que com pacificação.

Aécio divulgou fotos ao lado de Corina em atos de oposição a Nicolás Maduro, exaltando sua “coragem” e “luta pela democracia”.

Na legenda, celebrou o Nobel e atacou os governos petistas, acusando Lula e Dilma de “conivência com a truculência chavista”.

O registro, porém, revela outro sentido.

É o reencontro simbólico de dois personagens que, em nome de uma suposta “defesa da liberdade”, ajudaram a incendiar a política de seus países.

O gesto do tucano, aplaudindo Corina, lembra a recente foto publicada por ele com Michel Temer e Paulinho da Força durante o debate da anistia de Jair Bolsonaro, ocasião em que também se vendiam como “pacificadores da pátria”.

O post de Aécio reforça a tese de que o Nobel da Paz 2025, concedido à opositora venezuelana, serve de instrumento geopolítico das potências ocidentais contra a soberania latino-americana.

Como escreveu o Blog do Esmael, trata-se de um prêmio com cara de golpe antecipado.

Na narrativa oficial, o comitê norueguês celebrou a “voz corajosa” que “nunca se calou diante das ditaduras”.

Na prática, premiou o mesmo tipo de liderança que já levou o continente a rupturas e tragédias políticas, das marchas de Brasília às “guarimbas” de Caracas.

O Nobel da Paz premiou este ano a cultura do golpismo latino-americano.

Portanto, o Prêmio da Paz tem sotaque de guerra.

Leia também no Blog do Esmael: Trump anuncia controle dos EUA sobre Venezuela após prisão de Maduro; NYT questiona resistência de Cuba ao assédio de Trump; Conselho norueguês cancela cerimônia do Nobel da Paz de María Corina Machado