
Numa entrevista em que abriu seu coração, o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, revelou à jornalista Mônica Bergamo os caminhos que percorreu para chegar à corte máxima do País; ele próprio diz que fez lobby junto a Delfim Netto, Antonio Palocci, João Pedro Stédile e!¦ pasmem!¦ José Dirceu.
à‰ sabido por todos que o ministro Barbosa amarelou! e ao não decretar a prisão do petista. A direitona ficou decepcionada com o recuo de seu super-herói!.
Se mandasse prender Dirceu, explica Requião, o STF estaria contrariando manifestação conhecida do plenário e as garantias constitucionais!.
Pois bem, o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da República, revelou em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, da Rede TV!, que outro ministro do STF, Luiz Fux, em campanha pela sua nomeação à Corte, “sem que eu falasse nada, ele falou para mim o que tinha falado para os outros: que ele tinha estudado o processo [do mensalão], que não tinha prova nenhuma, que era sem fundamento e que ele tomaria uma posição muito clara”.
Depois de alçado ao cargo com ajuda de petistas, Fux mudou de posição. Ele converteu-se em um dos mais duros ministros nos votos pró-condenação. Fez média com os holofotes em detrimento de um julgamento que deveria ser técnico. Afinal, recordemos, ele havia dito que tinha estudado o processo, que não tinha prova nenhuma…!.
A prerrogativa de aprovar os nomes do STF é exclusiva do Congresso, embora a indicação seja da Presidência da República.
O STF quer fazer política substituindo, inclusive, o papel de legislar do parlamento brasileiro, como lembrou Requião. Portanto, fica a pergunta: não chegou a hora de se discutir a possibilidade de impeachment na Suprema Corte? Com a palavra o Congresso Nacional.

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.



