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Granizo destelha 70% de Marquinho e deixa cidade sem energia

Um temporal de granizo e vendaval atingiu até 70% do município de Marquinho, de 4,4 mil habitantes, no Centro-Sul do Paraná, na tarde de 1º de novembro. A Copel registrou 2,4 mil unidades consumidoras sem energia elétrica, o que corresponde a quase 99% da cidade. Três escolas municipais, postos de saúde, o Centro de Eventos e a sede da prefeitura foram danificados.

O granizo destelhou casas, escolas e estabelecimentos comerciais e deixou quintais cobertos de gelo, segundo o Corpo de Bombeiros. Os ventos derrubaram árvores sobre as vias, e postes e fios de alta tensão caíram nas ruas. As comunidades mais atingidas no perímetro rural são Pedra Branca, Terra Boa, Gleba Nove e Guampará.

O prefeito Elio Bolzon Junior, o Juninho (MDB), afirmou que mais de 70% da população do município foi atingida pelos estragos. A prefeitura organizou na manhã de 2 de novembro um ponto de distribuição de lonas para os moradores que tiveram os imóveis destelhados. A administração pretende concluir um levantamento detalhado dos prejuízos para decretar situação de emergência e pedir telhas de fibrocimento às famílias atingidas.

Parte da cidade segue sem luz. “Quem não puder estar vindo até a prefeitura, que nos comunique, estamos com uma dificuldade também pela falta de luz”, disse o prefeito. A Copel afirma que a chuva veio acompanhada de ventos intensos e queda de granizo, o que provocou danos à rede elétrica, incluindo a queda de postes.

Em Laranjal, a cerca de 60 quilômetros de Marquinho, os estragos se concentraram na zona rural, com casas parcialmente destruídas. Em Pato Branco, no Sudoeste, um vendaval destelhou casas no bairro La Salle; a Defesa Civil informou que não há desabrigados. Houve estragos pontuais em Francisco Beltrão e Clevelândia.

Em Maringá, no Norte do Paraná, a chuva derrubou árvores na noite de 1º de novembro. Uma delas interditou a Avenida Colombo, trecho urbano da BR-376. A Polícia Rodoviária Federal informou que o trecho ficou totalmente bloqueado e orientou os motoristas a usar o Contorno Norte ou o Contorno Sul para atravessar a cidade.

Até a última atualização das reportagens, a Defesa Civil do Paraná não havia concluído o balanço de pessoas afetadas. O número de desalojados e desabrigados no estado ainda não foi fechado.

O Paraná continua em alerta. A Defesa Civil estadual aponta risco alto de tempestades potencialmente intensas e localmente severas em todo o estado, com atenção para Paranavaí, Maringá, Cornélio Procópio e Londrina. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém aviso de “perigo” válido até as 23h59 de 2 de novembro, com chuva de 30 a 60 milímetros por hora ou de 50 a 100 milímetros por dia, ventos de 60 a 100 quilômetros por hora e possibilidade de granizo.

O aviso do Inmet aponta risco de interrupção no fornecimento de energia, estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos. A orientação é não se abrigar debaixo de árvores e não estacionar veículos perto de torres de transmissão e placas de propaganda em caso de rajada. Aparelhos elétricos e o quadro geral de energia devem ser desligados, se possível.

O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) indica chuva no estado pelo menos até 7 de novembro. Para 3 de novembro, a previsão é de tempo abafado, com máximas acima de 25 graus Celsius em todas as regiões e pancadas de chuva à tarde. Na quarta-feira (4), a instabilidade aumenta e há possibilidade de supercélulas na metade Sul. Na quinta-feira (5), a formação de um ciclone extratropical na costa da região Sul deve avançar sobre o estado.

Em situações de emergência, a Defesa Civil atende pelo telefone 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.