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Quaest divulga nesta sexta pesquisa que mede a largada de Lula e Flávio

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A Quaest divulga nesta sexta-feira, 14 de agosto, a nova pesquisa presidencial para as eleições de 2026, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06773/2026. O levantamento será divulgado antes do início oficial da propaganda eleitoral, marcado para domingo, 16 de agosto, e mede como Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) chegam à largada da campanha.

O registro no sistema PesqEle confirma que a pesquisa foi contratada pela Rede Globo, com recursos próprios dos contratantes, ao custo de R$ 314.628,00. A empresa responsável pelo levantamento é a Quaest Pesquisas, Consultoria e Projetos Ltda.

A pesquisa foi registrada em 8 de agosto e tem divulgação prevista para 14 de agosto. O trabalho de campo começou em 10 de agosto e terminou na quinta-feira, 13 de agosto.

Ao todo, foram realizadas 2.004 entrevistas com eleitores de 16 anos ou mais em todo o território nacional. A margem de erro máxima estimada é de aproximadamente dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A fotografia antes da propaganda

A importância política do levantamento está no calendário.

A pesquisa foi concluída na véspera da divulgação e chega imediatamente antes da abertura da propaganda eleitoral. Será, portanto, uma fotografia bastante próxima do ponto em que o eleitorado entra na fase oficial da campanha.

A pergunta que interessa não é apenas quem aparece na frente.

O dado central será saber quem ganhou ou perdeu terreno e em quais segmentos do eleitorado essa movimentação ocorreu.

A rodada anterior da Quaest havia mostrado Lula com 39% no primeiro turno, contra 30% de Flávio Bolsonaro. No segundo turno, o presidente aparecia com 44%, diante de 39% do senador.

A nova pesquisa poderá indicar se aquela distância se manteve, aumentou ou diminuiu durante o período de coleta realizado entre 10 e 13 de agosto.

Globo é contratante da pesquisa

O registro eleitoral esclarece uma informação que vinha sendo tratada apenas como expectativa.

A pesquisa BR-06773/2026 tem como contratantes a Editora Globo S/A e a Globo Comunicação e Participações S/A. O sistema do TSE informa que os recursos utilizados são próprios dos contratantes.

O valor declarado para o levantamento é de R$ 314.628.

Como a Quaest fez a pesquisa

A pesquisa é quantitativa, por meio de entrevistas pessoais e presenciais realizadas nos domicílios dos entrevistados.

O desenho amostral combina sorteio probabilístico de municípios e setores censitários fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), seguido da seleção de pessoas por cotas amostrais.

A amostra foi distribuída considerando sexo, idade, renda familiar e escolaridade.

O perfil previsto é de 47% de homens e 53% de mulheres. Na faixa etária, 31% têm de 16 a 34 anos, 45% têm de 35 a 59 anos e 24% têm 60 anos ou mais.

Por renda domiciliar, 31% estão na faixa de até dois salários mínimos, 42% entre mais de dois e até cinco salários mínimos e 27% acima de cinco salários mínimos.

Na escolaridade, 41% têm até o ensino fundamental completo ou médio incompleto, 40% possuem ensino médio completo ou superior incompleto e 19% têm ensino superior completo ou mais.

O registro informa ainda que poderá haver pós-estratificação da amostra por meio de procedimentos de calibração, caso sejam identificadas diferenças entre as proporções previstas e os dados coletados.

Questionário vai além da intenção de voto

O questionário registrado no TSE mostra que a pesquisa é mais ampla do que uma fotografia convencional da intenção de voto.

A Quaest perguntou inicialmente se o eleitor já havia escolhido candidato e, depois, mediu conhecimento, potencial de voto e rejeição de 13 nomes apresentados.

Entre eles estão Lula e Flávio Bolsonaro, além de Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Augusto Cury (Avante), Hertz Dias (PSTU), Leonardo Avalanche (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP) e Wilson Grassi (Democrata).

A pesquisa também pergunta se a intenção de voto declarada é definitiva ou pode mudar até a eleição.

Esse indicador será importante porque a campanha oficial ainda nem começou.

Quatro cenários de segundo turno

O questionário registrado prevê quatro simulações de segundo turno envolvendo Lula.

O primeiro confronto é Lula contra Flávio Bolsonaro. Os demais colocam o presidente contra Renan Santos, Romeu Zema e Ronaldo Caiado.

Em todos os cenários, o eleitor também pode declarar voto em branco ou nulo, dizer que não votaria ou informar que ainda está indeciso.

O confronto Lula x Flávio será o principal termômetro para comparar a nova rodada com os levantamentos anteriores.

Rejeição será um dado importante

A pesquisa não pergunta apenas em quem o eleitor votaria.

O questionário mede se o entrevistado conhece cada pré-candidato, se poderia votar nele ou se não votaria nele “de jeito nenhum”. Esse desenho permite identificar o espaço disponível para crescimento ou resistência de cada nome.

A informação ganha relevância em uma eleição na qual a polarização entre Lula e o campo bolsonarista tende a organizar boa parte da disputa.

Mas o número de rejeição não deve ser confundido automaticamente com intenção de voto. São indicadores diferentes e precisam ser analisados separadamente.

Quaest pergunta quem o eleitor acha que vai ganhar

Outro dado que poderá produzir uma leitura política interessante é a pergunta sobre expectativa de vitória.

Independentemente do voto, o entrevistado é questionado sobre quem acredita que vencerá a eleição presidencial.

Essa medida permite comparar intenção de voto com percepção de favoritismo.

Também há uma pergunta específica sobre o que provoca mais medo no eleitor: a volta da família Bolsonaro ao poder ou mais um mandato de Lula.

Lula também será avaliado

O levantamento mede ainda a avaliação do governo Lula.

Os entrevistados são questionados sobre aprovação ou desaprovação do trabalho do presidente e classificam a administração entre ótimo, bom, regular, ruim e péssimo.

A pesquisa pergunta também se o Brasil está indo na direção certa ou errada e como o eleitor percebeu a economia nos últimos 12 meses.

Os preços dos alimentos e a expectativa para a economia nos próximos 12 meses também entram no questionário.

Esses dados poderão ajudar a explicar eventuais mudanças na intenção de voto, embora não permitam estabelecer, sozinhos, uma relação causal entre avaliação econômica e preferência eleitoral.

Religião, ideologia e renda entram no cruzamento

A pesquisa também coleta informações sobre religião, cor ou raça, renda, escolaridade e posicionamento ideológico.

O eleitor é perguntado se se considera lulista, mais próximo das ideias da esquerda, independente, mais próximo das ideias da direita ou bolsonarista.

Também há uma pergunta direta sobre identificação como pessoa de esquerda, centro ou direita e outra que posiciona o entrevistado em uma escala entre valores modernos/progressistas e tradicionais/conservadores.

Esses cruzamentos serão importantes para verificar onde Lula e Flávio estão mais fortes e onde existe espaço para mudança de voto.

IA também entrou na pesquisa

A Quaest incluiu uma pergunta específica sobre inteligência artificial nas eleições.

O entrevistado é questionado se aprova, desaprova ou considera indiferente o uso de IA por pré-candidatos para produzir vídeos, imagens e textos de campanha.

O levantamento também pergunta qual é a principal fonte de informação política do eleitor, incluindo televisão, jornais impressos, rádio, sites e portais, redes sociais, WhatsApp e Telegram, familiares e conhecidos e chats de inteligência artificial como ChatGPT, Google Gemini e Claude.

É um recorte que poderá oferecer uma fotografia sobre como o eleitorado pretende consumir informação durante a campanha.

O ponto de partida de Lula e Flávio

A pesquisa anterior da Quaest apontou Lula à frente no primeiro turno e também no confronto direto com Flávio Bolsonaro.

A nova rodada terá uma função diferente: medir se esse cenário resistiu ao início da fase decisiva da eleição.

A coleta terminou em 13 de agosto, portanto os entrevistados responderam às perguntas já dentro de uma janela imediatamente anterior à propaganda eleitoral.

A partir de 16 de agosto, os candidatos entram oficialmente em uma nova etapa da disputa.

Por isso, o levantamento desta sexta-feira pode ser lido como a última fotografia nacional antes da largada da campanha oficial.

O Blog do Esmael vai acompanhar a divulgação dos números e cruzar os resultados de primeiro e segundo turnos com rejeição, voto definitivo, regiões, renda, gênero, religião e os demais recortes disponíveis.

A disputa presidencial começa a ganhar forma. A pesquisa mostrará qual é o ponto de partida.

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