A governadora Raquel Lyra (PSD) lidera numericamente a disputa pelo governo de Pernambuco com 48% das intenções de voto no primeiro turno, contra 42% do ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, 31 de julho de 2026. Como a margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais para mais ou para menos, os dois pré-candidatos aparecem em empate técnico na borda do intervalo de confiança. Na sequência, surgem Ivan Moraes (PSOL) e Camila Falcão (UP), ambos com 1%. Votos brancos, nulos ou em nenhum somam 5%, enquanto 2% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
Contratada pela TV Tribuna, a pesquisa ouviu 1.022 eleitores presencialmente em Pernambuco entre os dias 28 e 30 de julho de 2026. O nível de confiança é de 95% e o levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-04519/2026. No cenário de segundo turno, a pesquisa aponta a governadora com 49% da preferência do eleitorado, enquanto o pré-candidato do PSB atinge 45%, mantendo a margem de oscilação e o equilíbrio na disputa estadual.
O resultado do Datafolha altera os cálculos das alianças nacionais para a eleição de 2026. Considerado até então um celeiro eleitoral previsível para o PSB e para a base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Pernambuco transforma-se em um campo aberto de disputa. A recuperação numérica de Raquel Lyra (PSD) consolida a força da máquina do governo estadual no interior e desafia o projeto de hegemonia metropolitana de João Campos (PSB).
A indefinição no Nordeste reverbera na articulação política do Congresso e dos governadores. Para o Palácio do Planalto, a divisão entre forças progressistas e moderadas na região exige cautela nos acenos de palanque. Ao mesmo tempo, blocos de oposição e da direita nacional acompanham a movimentação no estado para testar a resistência dos tradicionais currais eleitorais do campo governista.
O quadro de paridade em Pernambuco reforça a tendência de eleições estaduais altamente polarizadas e ligadas à avaliação das gestões locais. A disputa em um dos estados mais influentes da Região Nordeste sinaliza que o eleitorado exige entregas administrativas concretas, reduzindo o peso do alinhamento automático a caciques nacionais.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




