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Lula rebate ameaça dos EUA à soberania nacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez em Laranjeiras (SE), nesta sexta-feira (29), seu primeiro discurso após a ofensiva dos Estados Unidos sobre organizações criminosas brasileiras e transformou a reação a Washington em defesa aberta da soberania nacional.

No ato da Petrobras em Sergipe, Lula disse que PCC e Comando Vermelho praticam terror contra comunidades e periferias, mas afirmou que o combate ao crime organizado deve ser feito pelo Estado brasileiro, com lei, inteligência e cooperação, sem tutela estrangeira.

A fala também mirou bolsonaristas que foram aos Estados Unidos pedir pressão contra o Brasil e elevou a disputa para o centro da eleição de 2026.

Leia abaixo a íntegra do discurso de Lula:

Permitam-me utilizar a lista de autoridades para não deixar de cumprimentar nenhuma das pessoas presentes.

Quero começar cumprimentando o governador de Sergipe, Fábio Mitidieri, e sua esposa, Érica Mitidieri; os ministros de Estado Valdez Góes, da Integração e do Desenvolvimento Regional, e Vladimir Lima, das Cidades; Zezinho Sobral, vice-governador de Sergipe; o deputado estadual Jeferson Andrade, presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Sergipe; os senadores Rogério Carvalho, Alessandro Vieira e Laércio Oliveira; o deputado federal João Daniel; Márcio Macedo, ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República; Magda Chambriard, presidente da Petrobras; William França, diretor de Processos Industriais da Petrobras; Renata Baruzzi, diretora executiva de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras; Silvia Anjos, diretora executiva de Exploração e Produção da Petrobras; Carlos Renato Saruf, gerente-geral da Fafen; meus amigos, companheiros, trabalhadores e trabalhadoras.

Eu gostaria de tratar de três assuntos com vocês.

O primeiro é que, quando fui candidato a presidente na última eleição, eu tinha como objetivo tentar trazer o Brasil de volta à civilidade política. Civilidade política é fazer política respeitando os direitos dos outros, para que os outros também respeitem os nossos direitos.

Faço política há muito tempo. Já enfrentei pessoas de todas as matrizes ideológicas. Já disputei com grandes caciques políticos, mas uma coisa que nunca perdi foi o respeito pelo ser humano.

Muitas vezes, ao terminar um encontro, eu encontrava um adversário em um restaurante. A gente não ficava se xingando. Eu ia lá, cumprimentava o adversário, e cada um seguia o seu caminho.

A política, no entanto, não está assim. Hoje a política está marcada pelo ódio. As pessoas deixaram de ser adversárias e passaram a se tratar como inimigas. As pessoas não se toleram.

Quero explicar por que começo falando sobre isso. Eu só sou candidato a presidente da República depois do dia 3 de julho. Até o dia 3 de julho, eu sou presidente da República. Vou viajar pelo Brasil entregando todas as obras que fizemos, porque, a partir dessa data, não poderei mais inaugurar nenhuma obra. Poderei visitar obras, mas não poderei inaugurá-las.

Se eu quiser fazer campanha, será depois das 18 horas, quando terminar minha atividade como presidente, ou aos sábados e domingos. Durante o dia, das 8 horas às 18 horas, sou presidente da República deste país, não candidato.

É importante que vocês saibam que esse é o meu comportamento, porque a coisa mais sagrada que tenho a fazer até o fim do meu mandato é governar este país. Ganhar a eleição, se eu disputar, é consequência. O que tenho hoje é a obrigação de ser presidente da República de todos os brasileiros até o final do meu mandato.

Quando vejo um senador vir aqui e ser vaiado, isso me inquieta. Não quero proibir o direito de manifestação de ninguém. O que me inquieta é saber que, quando este ato terminar, se houver algo importante para votar no Senado, será com esse senador que terei de conversar.

Já tive experiência semelhante. Certa vez, fui pedir voto ao senador Lobão para uma matéria importante que queríamos votar no Senado. Ele me disse: “Presidente, por que o senhor vem conversar comigo agora? O senhor nunca conversou comigo. O seu pessoal vai ao Maranhão todos os dias me atacar. Por que o senhor vem conversar comigo?”

É importante compreender que há dois momentos políticos. Há o momento da disputa partidária e ideológica, mas há também o momento da governabilidade.

Há momentos em que preciso de 247 deputados para votar uma lei e de 41 senadores para aprovar uma matéria. O meu partido tem apenas nove senadores. Prestem atenção aos números: o PT tem 70 deputados, e a Câmara tem 513. Para votar uma matéria por maioria simples, são necessários 247 votos.

Com quem preciso conversar? Com deputados. De quais partidos? Dos outros partidos também. Porque o meu partido não tem todos os deputados de que preciso.

No Senado é a mesma coisa. Quando há um projeto de lei no Senado, preciso pedir ao meu líder que converse com todos os senadores, com aqueles que estão na nossa base aliada, com os que são do meu partido e também com os que não são.

Muitas vezes, o projeto não é de interesse do governo. É de interesse do Brasil. Se não compreendermos isso, viveremos em um gueto a vida inteira.

É preciso não confundir disputa eleitoral com governança. Na governança, preciso dos amigos, dos meio amigos e até dos adversários. Quando o projeto é de interesse brasileiro, não tenho vergonha de conversar com político algum, com deputado algum.

Foi assim que, mesmo tendo apenas 70 deputados e nove senadores, aprovamos 99% das matérias que enviamos ao Congresso Nacional, como a proposta do fim da escala 6 por 1, que teve 460 votos.

Isso se faz com conversa. Muita conversa. Muito diálogo. É assim que se faz política.

Perdi a indicação do meu ministro para a Suprema Corte e fiquei triste. Ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque é um dos melhores advogados deste país. Ele não foi derrotado porque tivesse alguma ficha suja, porque é um dos homens mais íntegros deste país. Ele foi derrotado por uma questão simplesmente política.

E o que vai acontecer, senadores? Vou enviar o nome de Messias outra vez. Vou enviá-lo por respeito à função presidencial. Sou eu que indico. O Senado pode derrotar alguém se essa pessoa não tiver competência jurídica. O Senado pode dizer: “Não vou votar em você porque você não tem qualificação jurídica.” Pode dizer: “Não vou votar em você porque sua vida pública não é limpa.”

O que não pode é simplesmente derrotar por derrotar, sem explicação. Se isso acontece, perdemos a civilidade neste país, perdemos o direito de convivência democrática na diversidade, que é o que garante a democracia.

Por isso, quero que todos compreendam. Em todos os lugares a que vou, convido o prefeito da cidade, sem querer saber de que partido ele é. Convido o governador, sem querer saber de que partido ele é. Convido senadores, deputados federais e estaduais. Vem quem quiser.

A Petrobras não é minha. O investimento aqui não é meu. É do nosso país, e todos têm o direito de ficar felizes com esse investimento.

Essa era a primeira coisa que eu queria dizer.

A segunda coisa diz respeito à Petrobras. Muitas vezes ficamos eufóricos, mas é preciso explicar. Vocês sabem por que mudamos a forma de fazer os anúncios? Sabem por que vocês estão aqui? Porque agora os atos servem para comunicarmos à imprensa aquilo que estamos fazendo.

Este ato é também para quem está aqui, mas é, sobretudo, para que a imprensa divulgue os números que a presidente Magda apresentou.

Nunca antes na história do Brasil Sergipe recebeu a quantidade de investimentos que receberá até 2030. Sergipe recebeu investimentos quando a Petrobras começou sua atuação no estado, depois de 1953 e 1954, mas agora vive um novo momento.

Muita coisa importante aconteceu apenas quando nós governamos. Se os senadores pesquisarem os anais do Senado, se os professores pesquisarem as bibliotecas das universidades, se os sindicalistas pesquisarem os arquivos dos sindicatos, perceberão que este país teve dois grandes momentos de política social e inclusão: Getúlio Vargas, com o salário mínimo, em 1936, e a Consolidação das Leis do Trabalho, em 1943; e, depois de 2003, um metalúrgico chamado Lula.

Podem pesquisar onde quiserem. Digo isso até para provocar meus adversários. Podem pesquisar. Duvido que encontrem, desde a Proclamação da República, em 1889, todos os presidentes juntos tendo feito 10% da política de inclusão social que nós fizemos neste país.

Podem pesquisar e me desmoralizar publicamente, se encontrarem. A verdade é que o povo pobre deste país sempre foi tratado como invisível. O pobre só é enxergado em época de eleição. Em época de eleição, o pobre se torna a figura mais importante, porque os ricos são poucos e os pobres são muitos. Então todos vão atrás do pobre, abraçam o pobre, beijam o pobre, pegam criança no colo. Mas, depois das eleições, muitas vezes se esquecem dele.

Faço questão de lembrar isso.

E vocês, petroleiros, precisam acreditar na importância da Petrobras, na grandeza da Petrobras. Mas é importante saberem uma coisa: a Petrobras será mais forte ou mais fraca a depender do governo que este país tiver.

Vocês sabem o que passaram na Petrobras. Durante a Lava Jato, todos vocês que vestiam o uniforme da empresa eram vistos como se fossem corruptos. Todos vocês.

A lógica de determinados governos era desmoralizar a Petrobras, sempre com o objetivo de desmoralizá-la para vendê-la. Já tentaram mudar o nome da Petrobras. Quando não conseguiram vender tudo de uma vez, foram vendendo por pedaços, foram fatiando a empresa.

Pergunto a quem votou pela privatização da BR: o que o país ganhou com isso? O que o Brasil ganhou ao privatizar uma das redes mais extraordinárias de distribuição de combustíveis?

Se ela estivesse nas nossas mãos agora, não estaríamos passando o aperto provocado pela guerra entre Estados Unidos e Irã. Hoje somos o país que tem um dos combustíveis mais baratos porque o governo interveio, com responsabilidade, para fazer justiça sem dar prejuízo à Petrobras.

Fizemos isenção de impostos federais, subsidiamos parte dos custos dos governadores e assinei decretos para que o preço pudesse continuar controlado sem prejuízo à Petrobras.

Esse é o papel do Estado. Outros governos diriam: “É preciso vender a Petrobras, porque ela dá prejuízo; há corrupção; é preciso vender.” Porque há políticos que só enxergam corrupção e usam isso como pretexto para vender o patrimônio público. Foi o que aconteceu com Moro.

É importante que vocês saibam o que querem da vida. Esta Fafen poderia estar produzindo no Paraná. Poderia estar produzindo na Bahia, que reinauguramos esta semana. Poderia estar produzindo em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul.

Eu dizia à Magda que imaginava inaugurar Três Lagoas. Já faz 15 anos que deixei a Presidência, e a obra continua praticamente do mesmo jeito, faltando 15% para ser concluída. Enquanto isso, o país importa 90% dos fertilizantes.

Isso acontece porque a elite brasileira só sabe reclamar. Nunca deu a devida importância aos fertilizantes neste país. Se tivesse dado, seríamos autossuficientes em potássio, em fosfato e em ureia.

Mas sempre acharam que importar era bom porque era barato. Veio a guerra da Ucrânia, o produto ficou caro e difícil de comprar. E, novamente, precisou voltar quem eles chamam de comunista. Eu não sou comunista. Sou um católico fervoroso. Sou mais cristão do que comunista. Quando me perguntaram se eu era comunista, eu respondi: “Sou torneiro mecânico.”

Um país só é soberano quando é dono do próprio nariz. Nós não somos uma republiqueta de banana para que qualquer um dê palpite sobre o Brasil. Precisamos aprender a nos respeitar.

Quando convidei Magda para ser presidente da Petrobras, ela sabe que eu ainda tinha o sonho da distribuidora. No meu primeiro mandato, quando o presidente da Petrobras era José Eduardo Dutra, compramos uma empresa distribuidora de gás. Compramos para tentar regular o preço, porque muitas vezes a Petrobras dizia que passava anos sem aumentar o preço do gás, mas as distribuidoras aumentavam.

Então compramos uma empresa. E o que fizeram depois? Venderam. Venderam porque quem não tem competência administrativa inventa a palavra “gestor”. Sabe o que é esse tipo de gestor? É quem desmonta a coisa pública para entregá-la de graça, como fizeram com a Eletrobras, com a Sabesp e com tantas outras empresas.

Por incompetência para administrar e para lidar com o trabalhador, dizem que é melhor vender. Era assim também no processo de privatização das estradas. Antes de nós chegarmos, as estradas eram praticamente entregues aos empresários, e o preço cobrado por eles era colocado no pedágio. Quem pagava era o povo.

Qual foi a mudança que fizemos? Não fazemos privatização de empresa pública. Fazemos concessões. Não queremos outorga. Não queremos arrecadar dinheiro em cima disso. Queremos que o beneficiário seja quem usa a estrada: o motorista, o caminhoneiro, a população.

Sem outorga, é possível ter pedágio mais barato. Comparem os pedágios das nossas concessões com os pedágios dos outros governos. Vocês verão que, enquanto em São Paulo o pedágio chegava a R$ 8 por cada 100 quilômetros, na BR-381, em Minas Gerais, era de cerca de R$ 2,50, porque o objetivo era beneficiar o povo.

É importante compreender que uma empresa como a Petrobras precisa de orientação política. A Magda sabe que jamais vou interferir na atividade de uma empresa que tem ações na Bolsa de Nova York e que é presidida por uma mulher competente como ela. Mas ela também sabe que, se der certo, será maravilhoso para a Petrobras; se der errado, quem responde politicamente é o presidente.

Estou cansado de dizer que a Lava Jato foi a maior mentira jurídica da história deste país. Digo isso porque eu poderia ter saído do Brasil. Poderia ter feito como bolsonaristas que estão em Miami pedindo proteção a Trump. Poderia ter buscado uma embaixada. Preferi ir à Polícia Federal e ficar 580 dias preso para provar a canalhice que fizeram comigo. A minha vingança foi a minha inocência.

Portanto, companheiros da Petrobras, saibam que, dependendo do governo que entrar neste país, a Petrobras será mais forte ou mais fraca. Temos experiência do quanto vocês já foram prejudicados por gente que acha que a solução é apenas vender, por gente que não tem competência para administrar.

Parabéns à senhora Magda, essa mulher competente, e parabéns à diretoria da Petrobras. Gosto de colocar Magda para conversar com as pessoas que querem fazer parceria com a Petrobras. Há muita gente interessada. Eu digo: procurem a Magda. Porque muita gente quer fazer parceria para ficar com a parte boa e deixar a Petrobras com a parte ruim. Nós aprendemos: queremos ficar com a parte boa. Se eles quiserem, que fiquem com a parte ruim.

É importante que vocês saibam que ainda sonho em trazer a Eletrobras de volta para ser uma empresa pública neste país. Mas a privatização da Eletrobras foi tão prejudicial que impuseram regras que dificultam a recompra pelo governo. Se o governo quiser comprar, terá de pagar muito mais caro do que um comprador privado. O mesmo ocorre com a BR, que ainda utiliza o nome Petrobras, mas só poderia ser recomprada em 2029.

Essa forma de tratar as empresas brasileiras é muito grave.

Vim aqui com Rogério, Márcio, João Daniel, deputados, ministros e senadores porque sei há quanto tempo este estado reivindica a volta da Fafen. Eu ouvia sempre: Fafen, Fafen, Fafen. Pois agora a Fafen está de volta ao povo de Sergipe.

Olhem como está este estado hoje. E vamos conversar sobre a evolução de Sergipe daqui a cinco, seis ou dez anos, a partir dos investimentos que serão feitos aqui.

Para concluir, quero dizer outra coisa. Estou muito triste, governador. Estou muito triste, senadores. Estou triste com a notícia de que o secretário dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que os Estados Unidos classificariam criminosos brasileiros como terroristas e que os americanos poderiam fazer intervenção.

Por que estou triste? Primeiro, porque o Comando Vermelho e o PCC são, sim, terroristas para as comunidades brasileiras, para a sociedade brasileira e para o povo da periferia. Eles aterrorizam famílias, bairros e cidades. Roubam do povo o direito de viver livremente. Portanto, eles praticam terror contra o povo brasileiro, e nós vamos combatê-los aqui dentro.

Aprovamos uma lei antifacção, aprovamos leis de combate ao crime organizado e vamos enfrentá-los.

Mas eles não são o tipo de terrorista que Trump quer definir. Nós queremos tratar dos criminosos brasileiros que estão nos Estados Unidos. As armas importadas e contrabandeadas para o Brasil vêm dos Estados Unidos. Vêm de lá as armas.

A Polícia Federal entregou documentos ao presidente Trump. O Brasil está disposto a trabalhar no combate ao crime organizado. Podemos começar pelo estado de Delaware, onde há lavagem de dinheiro de brasileiros. Podemos começar pela entrega de brasileiros condenados e escondidos nos Estados Unidos.

Vamos começar entregando Ramagem, condenado a 16 anos e escondido lá. Vamos começar entregando o maior contrabandista de combustíveis deste país, Ricardo Magro, que teve R$ 250 milhões em combustíveis apreendidos pela Polícia Federal e pela Receita Federal, material que foi entregue à Petrobras, enquanto ele mora em Miami. Entreguei ao presidente Trump o nome dele e a fotografia da casa dele.

Querem combater o crime organizado? Entreguem os brasileiros que estão nos Estados Unidos. Nós não aceitamos ser tratados como moleques. Não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta.

Estive três horas com o presidente Trump. Entreguei quatro documentos a ele. Um deles tratava do combate ao crime organizado. Marco Rubio não estava lá, possivelmente porque estava ocupado ajudando um filho de bolsonarista que é candidato à eleição neste país e que não tem vergonha de trair a pátria ao pedir intervenção americana no Brasil.

Joaquim Silvério dos Reis ficaria envergonhado se soubesse que existe candidato a presidente indo aos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil. Se fosse para pedir intervenção para prender miliciano, eles ficariam presos lá. Essa é a verdade.

Vocês me conhecem. Tenho 80 anos de idade. Sou o presidente mais longevo da história deste país, e eles estão incomodados porque sabem que vou ganhar novamente a eleição presidencial.

Fiz questão de dizer ao presidente Trump, olhando nos olhos dele: “Presidente, tenho 80 anos de idade. O senhor completará 80 anos em 14 de junho. Dois homens de 80 anos, dois presidentes das maiores democracias deste lado do mundo, não podem brincar de fazer política.”

Precisamos transmitir respeito à humanidade e à sociedade. Precisamos valorizar a democracia, o multilateralismo e a proteção da integridade territorial das nações. Este não é um país qualquer. Este é um país muito grande.

Tenho preocupação porque temos muitos minerais críticos, terras raras, muito minério, ouro, diamante, a maior floresta tropical do mundo e 12% da água doce do planeta. Daqui a pouco, alguém poderá dizer que a Amazônia deve ser internacionalizada. Não. A Amazônia é nossa.

Neste país, precisamos aprender uma coisa: trato um país pequeno com o mesmo respeito com que trato a China, a Rússia e os Estados Unidos. Não falo grosso com a Bolívia e fino com os Estados Unidos. Falo educadamente com todos, porque quero respeito e preciso respeitar para ser respeitado.

Portanto, não brinquem com a soberania deste país. Não brinquem com a nossa democracia. Não duvidem das coisas que somos capazes de fazer aqui.

Se querem combater o crime organizado, não é preciso pedir ajuda externa. Aprovem a PEC da Segurança Pública que está no Senado. Aprovem a PEC da Segurança Pública. Com ela, no mês seguinte será possível criar o Ministério da Segurança Pública neste país.

Não vou criar um ministério de enfeite, sem dinheiro e sem estrutura. É preciso aprovar a PEC para garantir recursos, uma nova política federal, investimento em inteligência e uma força preparada para enfrentar o crime organizado.

Não se trata de criar uma Guarda Nacional pegando policiais dos estados. Teremos de criar uma guarda especial, com soldados altamente preparados para combater o crime organizado aqui. E, se Trump quiser ajuda, nós o ajudaremos a combater o crime organizado dentro dos Estados Unidos também. É assim que deve ser.

Quero dizer a vocês que, ao sair daqui, seguirei para visitar o Hospital de Amor, o primeiro hospital interregional, que atenderá quatro estados. É um hospital maravilhoso. Espero que vocês nunca precisem ficar doentes para ir até lá, mas recomendo que visitem para ver a beleza da obra.

Depois, voltarei a Aracaju para inaugurar, ou visitar, o Hospital Marcelo Déda. Vocês verão o que estamos fazendo neste país.

Nunca antes na história do Brasil se cuidou tanto da saúde. O que estamos fazendo, junto com o ministro Padilha, é uma revolução em poucos meses, algo que não se fazia havia muitos anos. Tratar o povo pobre com respeito está na Constituição. Tratar o povo pobre com respeito é nossa obrigação.

Por isso, companheiros de Sergipe, de Aracaju e de Laranjeiras, quero voltar aqui daqui a cinco anos para vermos o significado dos investimentos da Petrobras.

Que Deus abençoe os petroleiros. Que Deus abençoe o povo sergipano. Que Deus abençoe a imprensa. E que Deus me abençoe também, porque vivo pedindo para chegar aos 120 anos. Se eu não pedir a bênção de Jesus Cristo e de Deus, estarei perdido.

Um abraço, gente. Boa sorte. Que Deus nos abençoe.

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