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PL lança Giacobo ao governo do PR para palanque de Flávio

O deputado federal Fernando Giacobo (PL) entra no jogo de 2026 com uma condição: se o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), disputar a Presidência da República, o PL pretende lançar Giacobo ao Palácio Iguaçu para garantir palanque ao senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida ao Planalto, conforme relato do próprio parlamentar ao Blog do Esmael.

Nesta segunda-feira (23), Giacobo confirmou ao Blog do Esmael que a candidatura ao governo do Paraná seria uma peça tática, desenhada para não deixar a direita bolsonarista sem candidato majoritário no Estado caso Ratinho migre para uma disputa nacional.

“Se Ratinho for candidato a presidente, nesse caso, eu preciso sair candidato para o Flávio ter palanque no Paraná”, afirmou Giacobo ao Blog do Esmael, ao explicar o raciocínio interno do partido.

Giacobo preside o PL no Paraná e já atuou diretamente em articulações ligadas a Flávio Bolsonaro na liderança da Minoria no Congresso, o que reforça a sintonia política entre os dois.

Ao Blog do Esmael, o dirigente liberal disse que a tática foi alinhada com Flávio e com o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto. O objetivo, segundo ele, é deixar a estrutura pronta para qualquer cenário, sem depender de improviso na largada.

Na mesma conversa, Giacobo descartou a hipótese de filiação do senador Sergio Moro (União) ao PL e tratou como capítulo encerrado qualquer composição com o ex-juiz.

O pano de fundo é que Moro, mesmo aparecendo na dianteira de levantamentos de intenção de voto, enfrenta resistência dentro da federação União Progressista (UP), formada por União Brasil e Progressistas (PP). Em 8 de dezembro passado, o Progressistas do Paraná decidiu não homologar a candidatura de Moro ao governo estadual pela federação, travando o caminho do senador no arranjo partidário.

A relação entre Giacobo e Moro também carrega histórico de confronto. Em 2022, Giacobo assinou uma ação que pedia a cassação do senador, sob alegações de caixa dois e abuso de poder econômico, um registro que ajuda a explicar por que o PL, agora, fecha a porta e mira uma rota própria.

Por debaixo dos lençóis, o senador Sergio Moro tenta abrir uma porta na Democracia Cristã (DC), em conversas que passam por Aldo Rebelo e pelo ex-deputado Ricardo Gomyde, citado como operador local desse plano. A leitura em Curitiba é simples: sem garantia de legenda forte na União Progressista, ele busca um atalho para viabilizar sua candidatura à sucessão de Ratinho.

Voltemos ao PL. Giacobo também desenhou um segundo cenário: se Ratinho disputar o Senado, o governador daria suporte a Flávio, e o deputado do PL tenderia a priorizar sua recondução à Câmara, em busca de mais um mandato federal, deixando a cabeça de chapa estadual para outra solução do partido.

Portanto, a fala de Giacobo explicita a lógica nua da pré-campanha: palanque primeiro, programa depois. É a política real, com suas urgências de poder, alianças e ressentimentos, entrando cedo em campo no Paraná.

Continue acompanhando os bastidores da política e do poder pelo Blog do Esmael.

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