O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu ampliar de forma inédita a restituição do Imposto de Renda para trabalhadores e famílias de renda média, num movimento que reproduz políticas já adotadas no Brasil pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nova lei americana projeta aumento médio de US$ 1.000 nas restituições, algo em torno de R$ 5,3 mil, inaugurando a maior temporada de reembolsos da história dos EUA.
A medida está prevista na Lei de Cortes de Impostos para Famílias Trabalhadoras, aprovada sob resistência unânime dos democratas no Congresso. A Casa Branca afirma que milhões de contribuintes começarão a sentir o impacto direto já na temporada de declaração de 2026, com mais dinheiro circulando na economia real.
Números reforçam o alcance da mudança. Dados citados pela imprensa americana indicam que o reembolso médio, que foi de cerca de US$ 2.900 [R$ 15,2 mil] no ano anterior, pode crescer até 30%. Estudos apontam que as restituições totais podem subir cerca de US$ 50 bilhões, cerca de R$ 263 bilhões, um acréscimo relevante sobre os valores devolvidos pelo fisco a quase 94 milhões de contribuintes.
As principais medidas incluem isenção de impostos sobre gorjetas, horas extras e contribuições à Previdência Social, além da dedução de juros no financiamento de veículos fabricados nos EUA. O governo Trump estima que o contribuinte médio poderá economizar quase US$ 4 mil [R$ 21 mil] em impostos ao longo de 2026.
No Brasil, a comparação é inevitável. O governo Lula vem adotando uma estratégia semelhante ao ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda e promover ajustes que aliviam a carga sobre quem vive do salário. A virada do mês foi celebrada pela ministra Gleisi Hoffmann, que destacou o impacto imediato da redução de impostos no bolso das famílias e reforçou o discurso de justiça fiscal.
O contraste político chama atenção. Nos Estados Unidos, Trump recorre ao alívio tributário para reconquistar apoio do eleitorado trabalhador. No Brasil, Lula trata a redução de impostos como eixo permanente de um projeto de desenvolvimento com inclusão social.
O recado econômico é simples e poderoso. Menos imposto para quem trabalha significa mais consumo, mais atividade econômica e mais legitimidade política. Trump, ainda que por cálculo eleitoral, acabou seguindo um caminho que Lula já percorre desde o início do ano.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




