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Alcolumbre e Hugo Motta sofrem derrotas na abertura da CPMI do INSS

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A abertura da CPMI do INSS resultou em derrotas políticas para Davi Alcolumbre (União-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB), que não conseguiram emplacar seus indicados para os principais cargos da comissão.

A queda de braço na instalação

Por 17 votos a 14, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) foi eleito presidente da CPMI do INSS nesta quarta-feira (20), superando o veterano Omar Aziz (PSD-AM), apoiado por Alcolumbre. O resultado desmontou a articulação do presidente do Senado e do Congresso, que tentou manter influência direta sobre a comissão.

O fracasso da Câmara

Na Câmara, o presidente Hugo Motta também saiu chamuscado. Ele havia indicado o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) para a relatoria, mas a manobra não prosperou diante do rearranjo político entre os blocos partidários. A perda de espaço sinaliza dificuldades de Motta para impor sua vontade em um ambiente de disputa intensa.

Uma derrota que ofusca o Planalto

Embora o governo Lula (PT) também tenha sido derrotado na configuração inicial da comissão, o revés maior recaiu sobre Alcolumbre e Motta. A leitura nos bastidores é que a perda de protagonismo das duas principais mesas diretoras do Congresso gera desgaste institucional e abre espaço para que bolsonaristas comemorem a vitória de Carlos Viana.

O novo equilíbrio

Com a presidência de Viana, o Podemos, partido de médio porte e sem tradição em CPIs, passa a controlar a agenda da investigação sobre fraudes no INSS. Esse movimento realinha forças na comissão, dá fôlego à oposição e deixa um recado claro: nem sempre os caciques do Congresso conseguem ditar o rumo dos inquéritos parlamentares.

Falhas de Alcolumbre e Motta

A derrota dupla de Alcolumbre e Motta na instalação da CPMI do INSS mostra que o poder de articulação das mesas diretoras tem limites. Ao tentar impor nomes e falhar, os presidentes do Senado e da Câmara saem enfraquecidos e perdem capital político para negociações futuras. O governo Lula respira aliviado ao ver que, ao menos por enquanto, a pressão não recaiu só sobre o Planalto.

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