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O futebol europeu acaba de ganhar uma nova ordem. Na noite deste sábado, 31 de maio de 2025, em Munique, o Paris Saint-Germain não apenas conquistou sua primeira Liga dos Campeões da UEFA, mas o fez com uma das maiores exibições da história do torneio: 5 a 0 sobre a Inter de Milão, em uma final antológica.
Com gols de Achraf Hakimi, Désiré Doué (duas vezes), Khvicha Kvaratskhelia e Senny Mayulu, os parisienses comandados por Luis Enrique deram uma aula de futebol coletivo, intensidade tática e superioridade emocional. E sob os olhos do mundo, Marquinhos se tornou o primeiro brasileiro da era moderna a levantar a taça como capitão de uma equipe campeã da Champions.
Doué, Dembélé e Kvaratskhelia: a nova geração escreve história
A juventude foi protagonista na maior noite da história do PSG. Désiré Doué, com apenas 19 anos, marcou dois gols e deu uma assistência. Ele se tornou o jogador mais jovem a participar diretamente de três gols em uma final da Champions. Ao final do jogo, visivelmente emocionado, disse à M6:
🗣️ “Desde pequeno, sonho com isso. Hoje, escrevemos a história do PSG. É extraordinário.”
Kvaratskhelia e Mayulu, também jovens, completaram a goleada — todos eles heróis de uma geração que aprendeu com os fracassos do passado e transformou Paris em capital europeia do futebol.
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Marquinhos: o capitão brasileiro que entrou para a eternidade
O zagueiro Marquinhos, há mais de uma década no clube, viveu a noite mais significativa de sua carreira. Braçadeira no braço, levantou a “orelhuda” e cravou seu nome na história como o primeiro brasileiro a erguer a Champions como capitão de um clube europeu — algo que nem Cafu, nem Thiago Silva, nem Dunga haviam feito neste formato.
Após o título, ele comentou a mensagem enviada por Kylian Mbappé, agora no Real Madrid:
“Kylian é um grande jogador e também mereceu. Passou por muita coisa aqui conosco. Deu tudo de si. Infelizmente, não recebeu como Di María.”
Paris explode, Munique se rende
Enquanto os jogadores celebravam no gramado da Allianz Arena, as ruas de Paris explodiram em festa. Milhares de torcedores tomaram os arredores dos Champs-Élysées com bandeiras, cantos e fogos de artifício. Em meio à euforia, também houve tumultos e intervenções policiais, como registrou o Le Monde: 81 pessoas foram detidas até as 23h, com queima de bicicletas elétricas e tensão nos transportes públicos.
Na arquibancada da torcida do PSG, um tifo emocionante homenageou Xana, filha falecida de Luis Enrique, representada plantando a bandeira do clube no gramado. O gesto arrancou lágrimas do treinador espanhol, que manteve-se invicto em finais: 11 vitórias em 11 decisões disputadas.
Uma goleada para a eternidade
Este 5 a 0 sobre a Inter de Milão entra para os livros como a maior goleada de todos os tempos em uma final da Liga dos Campeões, superando os 4 a 0 do Milan contra o Barça (1994) e do Bayern contra o Atlético (1974). Nenhum palpite acertou esse placar. Nenhum roteiro ousou imaginar tamanha superioridade.
A Inter, que até então havia sofrido apenas uma derrota na campanha, saiu humilhada de campo. E o PSG, tantas vezes motivo de piada por suas eliminações traumáticas, provou que o futebol é, sim, um jogo de paciência — e de reinvenção.
O fim de uma obsessão, o começo de uma nova era
Com uma geração renovada, uma tática precisa e uma narrativa impecável, o PSG venceu com brilho, autoridade e emoção. Luis Enrique reconstruiu um time que antes dependia de nomes e hoje depende de ideias. O futebol europeu se curva a uma nova potência.
E como escreveu Mbappé nas redes sociais:
“O grande dia finalmente chegou. Vitória com a cara de um clube inteiro. Parabéns, PSG.”
Paris, enfim, é campeã da Europa.

Caderno Geral, Blog do Esmael.




