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Putin determina juramento de lealdade dos soldados do Grupo Wagner à Rússia após morte de Prigozhin

Mudança visa fortalecer controle estatal sobre grupos militares terceirizados; Kremlin nega alegações do Ocidente sobre morte de líder mercenário

O presidente russo Vladimir Putin emitiu um decreto na sexta-feira (25/8) ordenando que os soldados do Grupo Wagner, uma entidade mercenária russa, prestassem um juramento de lealdade ao Estado russo.

Essa medida ocorreu em meio a relatos sobre a morte de Yevgeny Prigozhin, líder do grupo e figura influente no cenário militar privado.

A decisão de Putin de exigir um juramento de lealdade surge após a queda de um avião privado na noite de quarta-feira (23/8), que levava Prigozhin e seus principais associados.

No entanto, o Kremlin negou as alegações do Ocidente de que Prigozhin teria sido morto por ordens do próprio Putin, rotulando essas alegações como uma “mentira absoluta”.

A identidade do líder do Grupo Wagner não foi confirmada oficialmente, uma vez que o Kremlin afirmou que está aguardando os resultados dos testes para confirmar definitivamente a identidade das vítimas do acidente aéreo.

A autoridade de aviação da Rússia afirmou que o avião caiu a noroeste de Moscou, sem deixar sobreviventes.

Em um gesto que demonstra a complexidade desse evento, o presidente Putin ofereceu condolências às famílias das vítimas na quinta-feira e discutiu Prigozhin no pretérito.

Ele mencionou que as “informações preliminares” indicavam a possível morte de Prigozhin e seus principais associados, enquanto também reconhecia os erros cometidos pelo líder mercenário.

A nova exigência de Putin, que inclui não apenas os soldados do Grupo Wagner, mas também outros grupos militares terceirizados, tem como objetivo evidente colocar esses elementos sob um controle estatal mais rígido.

Isso ressalta a preocupação das autoridades russas em monitorar e regulamentar essas entidades privadas, que frequentemente operam em zonas de conflito ao redor do mundo.

A morte de Prigozhin e a subsequente ação de Putin destacam a complexidade das redes de poder e influência que operam nos bastidores do cenário militar.

Enquanto o Kremlin nega qualquer envolvimento direto na morte de Prigozhin, a exigência do juramento de lealdade reforça a determinação da Rússia em controlar as atividades de grupos militares terceirizados que, muitas vezes, atuam em áreas onde os interesses nacionais estão em jogo.

A situação permanece fluida à medida que aguardamos mais informações e confirmações oficiais sobre os acontecimentos recentes.

Portanto, o presidente russo dá mais um passo na “estatização” do Grupo Wagner ao incorporar os soldados às fileiras regulares das forças armadas.

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