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Sandro concentra maior bloco na disputa pelo Paraná

Vinte e quatro dos 30 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já indicaram apoio ou candidatura própria ao Governo do Paraná até as 10h30 deste sábado, 25 de julho. O balanço parcial mostra Sandro Alex (PSD) com o maior bloco partidário, seguido por Requião Filho (PDT) e Sergio Moro (PL), enquanto seis legendas ainda não têm posição conhecida.

A contagem retrata o alinhamento político anunciado pelas direções partidárias. Ela não substitui as convenções, as atas nem os pedidos de registro das candidaturas. As convenções podem ser realizadas até 5 de agosto, e os partidos terão até 15 de agosto para solicitar os registros à Justiça Eleitoral, conforme o calendário divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná.

Sandro Alex concentra oito siglas: Partido Social Democrático (PSD), União Brasil (União), Progressistas (PP), Republicanos, Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Cidadania, Avante e Mobiliza. O bloco reúne a máquina política ligada ao governador Ratinho Junior (PSD) e três organizações federativas.

União Brasil e PP integram a Federação União Progressista. PSDB e Cidadania também atuam como federação. Isso significa que as quatro legendas não podem adotar decisões eleitorais estaduais contraditórias dentro de cada federação.

O tamanho numérico oferece a Sandro Alex a maior estrutura partidária da disputa, mas ainda não revela toda a chapa. Vice-governador, candidaturas às duas vagas do Senado, suplências e divisão das candidaturas proporcionais dependem das deliberações e das atas.

Requião Filho aparece apoiado por seis partidos: Partido Democrático Trabalhista (PDT), Partido dos Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Partido Verde (PV), Rede Sustentabilidade (Rede) e Partido Socialismo e Liberdade (PSOL).

PT, PCdoB e PV formam a Federação Brasil da Esperança. PSOL e Rede integram outra federação registrada no TSE. O apoio das cinco siglas federadas depende, portanto, de decisões coletivas, não de manifestações isoladas de seus diretórios.

O campo de Requião Filho tem como principal vantagem a possibilidade de construir o palanque paranaense do presidente Lula (PT). O conflito permanece na montagem da chapa: Gleisi Hoffmann (PT-PR) está posicionada para uma das duas candidaturas ao Senado, enquanto a segunda vaga continua disputada.

Sergio Moro reúne cinco partidos: Partido Liberal (PL), Novo, Podemos, Democracia Cristã (DC) e Agir. Mas ainda enfrenta judicialização de Tony Garcia, que luta pela candidatura própria na DC. O grupo lavajatista é menor que os blocos de Sandro Alex e Requião Filho, mas Moro chega à fase das convenções na liderança das pesquisas eleitorais divulgadas no Paraná.

A fotografia partidária também mede a capacidade de cada candidatura ocupar municípios, formar chapas proporcionais e disputar recursos eleitorais. O número bruto de siglas, porém, não equivale automaticamente a votos. Moro tenta transformar vantagem nas pesquisas em palanques, enquanto Sandro Alex aposta na capilaridade dos aliados e Requião Filho busca consolidar o voto de oposição ao Palácio Iguaçu.

Rafael Greca tem, por enquanto, somente o Movimento Democrático Brasileiro (MDB). O isolamento partidário restringe sua estrutura inicial, mas mantém o ex-prefeito de Curitiba como alternativa para legendas que ainda não escolheram candidato.

Quatro partidos aparecem com candidaturas próprias fora dos maiores blocos. O Missão indica Luiz França; a Unidade Popular (UP), Tayná Miessa; o Partido da Causa Operária (PCO), Adriano Teixeira; e o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), Samuel Mattos.

Seis siglas permanecem sem posição conhecida: Partido Socialista Brasileiro (PSB), Solidariedade, Partido da Renovação Democrática (PRD), Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), Partido Comunista Brasileiro (PCB) e Democrata.

Solidariedade e PRD integram a Federação Renovação Solidária, registrada pelo TSE em dezembro de 2025. Uma decisão conjunta dessas duas legendas poderá acrescentar força a um dos blocos ou preservar uma candidatura própria. O TSE reconhece atualmente 30 partidos e mantém a relação oficial das federações partidárias.

O balanço de 24 siglas mostra uma disputa concentrada em três grandes campos, mas ainda sujeita às atas. Sandro Alex lidera em quantidade de apoios, Requião Filho reúne as duas federações do campo progressista e Moro tenta compensar o bloco menor com a vantagem eleitoral registrada pelas pesquisas. Greca e os seis partidos indefinidos ainda podem alterar esse desenho até 5 de agosto.

Acompanhe no Blog do Esmael as convenções, as atas partidárias e a montagem das chapas para as eleições de 2026.