O Paraná chega à abertura das convenções partidárias, em 20 de julho, com quatro pré-candidatos ao governo e nenhuma chapa majoritária concluída. Sandro Alex (PSD), Sergio Moro (PL), Requião Filho (PDT) e Rafael Greca (MDB) ainda dependem de definições sobre vice-governador, duas vagas ao Senado, suplências e coligações.
As convenções seguem até 5 de agosto. É nesse período que partidos e federações escolhem formalmente seus candidatos e decidem as alianças para governador e senador. Até a votação dos convencionais, anúncios públicos, lançamentos e manifestações de apoio não substituem a decisão partidária.
O calendário das principais legendas já está parcialmente definido. PSD, PDT e PT marcaram seus encontros para 25 de julho. O PL fará sua convenção em 1º de agosto, enquanto o MDB reservou 2 de agosto. As datas estão confirmadas, mas as composições continuam incompletas.
| Campo político | Governo | Vice | Senado 1 | Senado 2 | Convenção |
|---|---|---|---|---|---|
| PSD/Ratinho | Sandro Alex, pré-candidato | Em aberto | Em aberto | Em aberto | 25 de julho |
| PL/Moro | Sergio Moro, pré-candidato | Em aberto | Em aberto | Em aberto | 1º de agosto |
| PDT/PT e aliados | Requião Filho, pré-candidato | Em aberto | Gleisi Hoffmann, pré-candidata | Dr. Rosinha, em construção | 20 e 25 de julho |
| MDB | Rafael Greca, pré-candidato | Em aberto | Alvaro Dias, pré-candidato | Em aberto | 2 de agosto |
O placar considera apenas nomes publicamente apresentados pelos partidos ou pelas articulações políticas. “Em aberto” significa que não existe composição formal confirmada para aquela vaga. Não inclui nomes apenas cogitados em conversas ou disputas internas.
Sandro Alex chegará à convenção de 25 de julho como o escolhido do governador Ratinho Junior (PSD) para defender a continuidade do grupo no Palácio Iguaçu. O deputado Luiz Cláudio Romanelli afirmou ao Blog do Esmael que o PSD admite lançar chapa própria caso não conclua acordos com aliados. O vice e as vagas ao Senado, entretanto, permanecem em negociação.
A indefinição mede o tamanho do problema político do Palácio Iguaçu. Ratinho Junior governou com uma base ampla, mas essa maioria administrativa ainda não foi convertida numa coligação eleitoral. O início das convenções mostrará quais partidos continuarão com o PSD e quais buscarão espaço nos palanques adversários.
Sergio Moro terá até a convenção do PL, em 1º de agosto, para consolidar os partidos que pretendem acompanhar sua candidatura. O senador aparece como nome central da oposição de direita, mas ainda precisa fechar o vice, os candidatos ao Senado e a distribuição dos demais espaços majoritários. A atração de prefeitos e dirigentes municipais fortalece o palanque, mas não substitui a formalização das alianças.
O campo progressista possui mais nomes apresentados, mas também não concluiu a chapa. Requião Filho está colocado para o governo, Gleisi Hoffmann para uma das duas vagas ao Senado e Dr. Rosinha busca consolidar a segunda candidatura. A vaga de vice e as suplências continuam sem definição pública.
A montagem desse campo exige decisões de partidos diferentes. O Partido Verde fará convenção em 20 de julho. PDT, PT e PCdoB marcaram seus encontros para 25 de julho. Como PT, PCdoB e PV integram a Federação Brasil da Esperança, as escolhas precisam ser consolidadas numa ata unificada da federação, conforme as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O edital do PCdoB confirma que a legenda deliberará sobre indicações para governador e senador, além da composição dentro da Federação Brasil da Esperança. O documento não divulga os nomes da proposta aprovada pelo comando estadual e deixa a decisão submetida à estrutura federativa. Trata-se de uma etapa formal da construção liderada por PDT e PT, não de uma mudança no eixo político da disputa.
O MDB chega ao calendário com Rafael Greca para o governo e Alvaro Dias para uma vaga no Senado. As duas pré-candidaturas foram reafirmadas conjuntamente pelas direções nacional e estadual da legenda. Ainda permanecem abertas a vice, a segunda vaga ao Senado, as suplências e a definição sobre eventuais aliados.
Greca precisa demonstrar na convenção de 2 de agosto que o MDB possui estrutura política para sustentar candidatura própria até outubro. A confirmação de Alvaro Dias preenche parte da chapa, mas não resolve a relação com partidos que também negociam com Sandro Alex, Requião Filho e Sergio Moro.
Os candidatos ao governo serão oficialmente escolhidos nas respectivas convenções, caso recebam a aprovação partidária. Sandro Alex e Requião Filho deverão passar pelo crivo de seus partidos em 25 de julho, Sergio Moro em 1º de agosto e Rafael Greca em 2 de agosto.
Até 5 de agosto, o mapa continuará sujeito a negociações, desistências e coligações. A fotografia de 18 de julho registra quatro projetos de governo, somente três nomes apresentados ao Senado e nenhuma combinação completa de governador, vice e duas candidaturas senatoriais.
O período das convenções começa, portanto, como teste de força. Quem preencher os espaços com partidos, votos e estrutura chegará à campanha com palanque estadual. Quem deixar vagas abertas mostrará que a pré-candidatura ainda não reuniu condições para virar uma coalizão.
Acompanhe no Blog do Esmael a atualização diária das chapas e das convenções partidárias no Paraná.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




