General Joaquim Silva e Luna, presidente da Petrobras, fugiu de manifestação no Paraná

Na greve dos caminhoneiros de 2018 preço da gasolina era mais barato que na era Jair Bolsonaro

O governo do presidente Jair Bolsonaro conseguiu a façanha de vender a gasolina ao preço mais caro do que na época da greve dos caminhoneiros, em 2018. Atualmente, o preço médio da gasolina é de R$ 5,743 o litro enquanto o diesel custa na bomba R$ 4,545, cada litro.

Na greve dos caminhoneiros há 3 anos, entre os meses de maio e junho de 2018, a paralisação durou onze dias devido à insatisfação com o aumento do valor do combustível, com a cobrança de pedágios e com a redução do valor do frete. Na época, a média ficou em 4,652 reais por litro de gasolina; enquanto o estopim das manifestações, o diesel, era vendido a 3,64 reais por litro.

Ou seja, o governo Bolsonaro conseguiu piorar muito o que já era ruim demais.

Os dados acima são oficiais, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que semanalmente divulga levantamento sobre preço médio dos combustíveis nos postos.

Só nos últimos 12 meses, a gasolina subiu 42,21%; óleo diesel, 40,74%; gás veicular, 30,03%; e gás de cozinha, 24,24%. Esses números são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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Nunca é demais lembrar que a Petrobras, a estatal de petróleo, é comandada desde abril pelo general Joaquim Silva e Luna –escolhido a dedo pelo presidente da República.

Embora seja um dos países que mais produz petróleo, o Brasil tem os combustíveis mais caros do mundo enquanto a Venezuela tem uma das melhores e mais barata gasolina do planeta. Em Caracas, por exemplo, um motorista pode encher o tanque de 50 litros por apenas R$ 5,15.

Na terra de Nicolás Maduro, o preço do litro da gasolina, de octanagem melhor que a brasileira, é de US$ 0,020 (cerca de 10 centavos de real por litro). Essa informação é do site GlobalPetrolPrices.com, que mostra os preços em todo o mundo.

Superprodutor de combustíveis, o Brasil pratica os mais caros preços nas bombas porque remunera especuladores e acionistas privados da Petrobras com base na cotação internacional do petróleo e variação cambial do dólar. Na prática, os consumidores ganham seu salário em real, mas são obrigados a abastecer seu veículo em moeda americana.

Resumo da ópera: os brasileiros estão sendo “roubados” nas bombas de combustíveis para enriquecer “investidores estrangeiros” que sequer sabem onde fica o Brasil.