Requião bate-boca no Brasil 247: ‘Dilma orientou entrega do pré-sal ao capital estrangeiro’ [vídeo]

Requião bate-boca no site Brasil 247.

O ex-senador Roberto Requião (MDB-PR) bateu boca com jornalistas do site Brasil 247, na manhã desta terça-feira (23), durante discussão sobre a Petrobras, a política de preços dos combustíveis e a privatização do petróleo brasileiro.

Segundo Requião, o governo da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) através do então ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga (MDB-AM), e do então líder do Governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR), encaminharam no plenário apoio ao projeto do José Serra (PSDB-SP) de entrega do pré-sal.

Em fevereiro de 2016, o Senado aprovou o PLS 131/2015, de autoria do senador tucano, que retirava da Petrobras a exclusividade sobre a exploração da camada pré-sal.

Na entrevista a Leonardo Attuch e Tereza Cruvinel, no 247, na manhã de hoje, o ex-senador Requião sustentou que o governo Dilma orientou pela aprovação da proposta de privatização –dando sequência ao projeto iniciado no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o FHC.

Na época, os senadores da bancada do PT se sublevaram e votaram contra o projeto de Serra, que tinha a anuência do Palácio do Planalto.

Diante da contestação dos entrevistadores, Requião os desafiou para perguntar aos ex-senadores Lindberg Farias, Vanessa Graziottin e Gleisi Hoffmann –que participaram da sessão.

“Foi uma coisa extremamente agressiva para mim, por exemplo, que tenho como início da minha formação política a luta pelo petróleo brasileiro na juventude ainda no Colégio Estadual do Paraná”, lamentou Requião, ao lembrar da votação e da derrota no plenário do Senado.

O ex-senador citou como paradigma o caso do petróleo na Rússia. As empresas privatizadas começaram especular, derrubando as ações da companhia, então o governo Vladimir Putin aproveitou para comprar 100% dos papéis e reestatizou o petróleo no país dos czares.

Apesar de reprovar o apoio do governo Dilma na privatização do pré-sal, em 2016, Requião disse que gosta da ex-presidenta e assegurou que não a acusou. O emedebista lembrou que sacrificou o próprio mandato, não se reelegendo, por defendê-la no impeachment.