Estadão ‘passa pano’ na imoralidade de Sérgio Moro

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O Estadão desta quarta-feira (02) tenta salvar as aparências do ex-ministro e ex-juiz Sérgio Moro, que virou sócio de uma consultoria americana cuja carteira de clientes tem a Odebrecht, Galvão Queiroz, Sete Brasil e a OAS.

Antes de prosseguirmos, há um provérbio romano segundo qual “à mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”.

Sérgio Moro julgou, homologou delação premiada, acusou o ex-presidente Lula, sentenciou o petista e quebrou empreiteiras, enfim, fez o diabo com os executivos que agora irá defender no escritório Alvarez & Marsal.

“O setor que atende essas empresas da Lava Jato é outro setor que não aquele que eu vou trabalhar”, despistou Moro, que agora é sócio da A&M. O ex-juiz tinha a opção de entrar numa sociedade advocatícia que não atendesse clientes que ele mesmo julgou, condenou e prendeu.

“Não estranhe daqui a pouco Moro virar diretor do Instituto Lula”, ironizou o ex-senador Roberto Requião (MDB-PR).

Na entrevista ao Estadão, Moro jurou de pés juntos que irá continuar defendendo agenda anticorrupção e não é o momento de pensar em projetos políticos.

A sociedade de Moro com A&M, nos EUA, amplia as suspeições sobre Moro. No começo de 2021, ele será julgado pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal em um habeas corpus do ex-presidente Lula no caso tríplex.

O caso tríplex do Guarujá (SP) teve sentença condenatória confirmada por Moro a partir de uma delação de Léo Pinheiro, da OAS, agora cliente do ex-juiz.

O ex-ministro era tido como um dos nomes para disputar a Presidência da República em 2022, porém, ao deixar o país, Moro fica mais distante da ideia de sentar na cadeira ocupada hoje pelo presidente Jair Bolsonaro.

O Estadão tenta ‘passar o pano’, mas não tem jeito: “à mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta.”

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