Nassif explica aumento no preço do arroz que Bolsonaro e Guedes não entendem; assista

Por que o arroz está tão caro?

O jornalista Luis Nassif, do GGN, explica como a queima de estoques reguladores da Conab pelo governo Bolsonaro se relaciona com a explosão nos preços do arroz.

“Essa ideia que tudo que tem regulação é ruim… Eles não fazem a menor ideia do que estão falando”, disse, se referindo à equipe econômica do ministro da Economia Paulo Guedes.

Nassif afirma que o mercado não é complexo, porém ele é fundamentalista.

Sobre o aumento do preço do arroz, o jornalista assegura que se trata de mais uma barbeiragem do governo, que tem ideia fixa pelo teto de gastos e por economizar dinheiro para pagar os juros d dívida interna –que favorece os bancos.

Nassif desmistifica ainda que o preço do arroz subiu porque o povo está comendo mais. “Parem de falar bobagem”, recomendou.

Para o jornalista do GGN, a bancada ruralista quer o estoque baixo por que isso faz o preço aumentar.

“As altas do arroz têm uma explicação óbvia. Mas tão óbvia que é inacreditável a maneira como a mídia cobriu o episódio, aceitando acriticamente os argumentos do Secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, e da Ministra da Agricultura Tereza Cristina”, critica Nassif.

Em seu vídeo, o Luis Nassif detalha que “com a pandemia, países que pensam em seus cidadãos seguraram as exportações, para garantir o abastecimento interno. Com isso, houve redução na oferta mundial, elevando os preços do arroz”. “Ao mesmo tempo, houve uma grande desvalorização do real, tornando os preços do arroz, em reais, muito mais atraentes, quando exportados.”

“Do lado de Tereza Cristina, a explicação de que o produtor de arroz sofreu muito nos últimos anos e, agora, está tendo a oportunidade de se recuperar. Do lado de Sachsida a explicação simplista de que o governo colocou muito dinheiro nas mãos do pobre, que passou a comer mais”, diz Nassif.

Ocorre, contudo, que o argumento segundo qual os pobres causaram o aumento no preço do arroz, por causa do auxílio emergencial de R$ 600, foi usado pela primeira vez na sexta-feira (4) pelo próprio presidente Jair Bolsonaro. Na visão dele, para segurar os preços basta cortar pela metade a ajuda do governo para os mais vulneráveis. Evidentemente que é mais uma fake news, como didaticamente explica Nassif.

Com informações do Jornal GGN.

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  • A quem favorece a criminalização da política e da advocacia?

    Quando lemos uma notícia espetaculosa na velha mídia –e até nos blogs progressistas– sempre temos de ter em mente uma questão: a quem ela favorece?

    Dito isso, a quem favorece a criminalização da política?

    Inicialmente, três polos são visivelmente favorecidos com a criminalização da política: 1- o bolsonarismo, que ainda se apresenta contra o antissistema; 2- o lavajatismo, cuja militância partidária de setores do MP visa alcançar o poder; e 3- a velha mídia corporativa, que vive de cliques e fake news.

    A guerra contra a advocacia, por meio de lawfare, a exemplo da campanha contra o defensor de Lula e o presidente da OAB, são exemplos nítidos desse movimento político.

    Sim, as operações policialescas das forças-tarefas do Ministério Público e da Lava Jato, quase todas elas, têm o cunho político-partidário.

    Mais cedo eu escrevi no meu perfil do Twitter que “Essas ações do MP, polícias, etc., durante as eleições precisam acabar. Elas [as operações] funcionam como tendências partidárias com o objetivo de modificar a vontade do eleitor. São fake news com fé pública. Pirotecnias, portanto.”

    Nos Estados Unidos, país que a burguesia brasileira tem como farol, é inimaginável a interferência policial em assuntos eleitorais tal qual nestas plagas. A não ser que haja um flagrante delito em curso.

    Enquanto não temos uma proibição expressa da pirotecnia em tempos eleitorais, aqui, nós ao menos podemos identificar o objetivo dessas operações midiáticas respondendo a quem elas servem, a quem interessam tais ações do MP e das polícias.

    A princípio, os maiores beneficiários do momento são os governos federal e estadual de plantão que têm o monopólio da força policial e da relação com setores do judiciário.

    Ganha um doce quem responder que ‘Jair Messias Bolsonaro’ foi o maior beneficiário das últimas ações policialescas. Com Globo e tudo.

    O que o presidente da República chama de “esperteza” nós entendemos como abuso de poder.