Bolsonaro acabou até com o bolinho de arroz, além de reduzir o auxílio emergencial

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Aquele tradicional bolinho de arroz, frito, virou coisa da vovó. Pelo preço do pacote de arroz de 5 kg, acima de R$ 40, a guloseima ficou proibitiva para os reles mortais. Agora, mastigar a fritura é coisa de rico…

Para agravar a situação, o presidente Jair Bolsonaro reduziu o auxílio emergencial para R$ 300 na pandemia do novo coronavírus.

O presidente, escusando-se da responsabilidade, disse na sexta-feira passada (4) que a culpa pelo aumento no preço do arroz e do feijão é do povo.

Segundo a tese de Bolsonaro, o auxílio emergencial de R$ 600 colocou mais dinheiro em circulação e isso causou inflação.

Em nenhum momento o presidente da República viu ganância e abuso dos supermercadistas, que o apoiam politicamente.

A solução encontrada pelo presidente Jair Bolsonaro foi cortar pela metade o auxílio emergencial, que, até dezembro, será de apenas R$ 300.

Com a redução da ajuda do governo, inexoravelmente, o consumidor também terá de cortar o pacote de arroz pela metade. Ao invés de cinco quilos, o cidadão levará para casa 2 quilos e meio.

Ou seja, Bolsonaro conseguiu a façanha com um único golpe cortar com o auxílio emergencial e acabar com o bolinho de arroz.

Mas os lucros dos supermercados continuam intocáveis porque, de acordo com o presidente, não se mexe em time que está “ganhando” à custa do povo.

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  • Bolsonaro faz visita surpresa ao Supremo e leva “puxão de orelha” de Alexandre de Moraes

    O presidente Bolsonaro foi de surpresa ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira durante a última sessão presidida pelo ministro Dias Toffoli.

    Ele foi anunciado pelo ministro Alexandre de Moraes que aproveitou para dar um puxão de orelha no presidente.

    Ele lembrou que o Supremo e seus ministros foram ameaçador e arrematou: dizendo que “a harmonia entre os três Poderes não significa que não deve existir independência entre eles”.

    Toffoli chamou Bolsonaro para se sentar ao lado dele, pois, não havia mais itens na pauta para serem julgados. Bolsonaro lembrou que Toffoli “o atendeu” com decisões monocráticas.

    O vídeo com as falas durante a visita de Bolsonaro pode ser assistido abaixo.

    Com informações do Congresso em Foco.