Bolsonaro pede “patriotismo” para donos de supermercados; assista ao vídeo

Um vídeo publicado pelo deputado Cleitinho Azevedo, do Cidadania, de Minas Gerais, viralizou nas redes sociais porque denuncia os preços exorbitantes nos supermercados.

O parlamentar mineiro compara o preço de um pacote de arroz de 5 kg, em março, antes da pandemia, que custava oito reais. Agora, em setembro, chega a R$ 25.

Cleitinho afirma que, se deixar quieto, o pacote de arroz vai custar R$ 40. O deputado do Cidadania lembra que os supermercados não fecharam nenhum dia durante a pandemia e não tiveram aumento de impostos durante esse período. Ou seja, não se justifica esses aumentos nos itens da cesta básica.

O presidente Jair Bolsonaro reconheceu nesta sexta-feira (4) que os supermercadistas estão abusando dos preços na pandemia, mas disse que não irá interferir com a mão pesada do Estado. Ele disse que irá “conversar” com os donos dos supermercados.

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  • “Temos de pensar na hipótese do impeachment de Bolsonaro”, diz Kakay

    O criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, em entrevista ao Blog do Esmael, disse que é hora de o Congresso Nacional pensar no impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

    “Temos de pensar na hipótese do impeachment de Bolsonaro”, afirmou Kakay, que participou de uma live do Blog do Esmael nesta quinta-feira (3).

    O criminalista destacou que não tem militância partidária, mas que vê elementos jurídicos para investigar Bolsonaro por crimes de responsabilidade e comuns.

    “Nós temos sem menor sombra de dúvida cometimento de vários crimes de responsabilidade”.

    Para o criminalista, a falta de um ministro da Saúde, em plena pandemia de covid-19, já caracteriza o crime de responsabilidade.

    Segundo Kakay, há hipótese de impeachment e há condições para a discussão com muita maturidade.

    O criminalista afirmou que era contra o afastamento do presidente da República, mas que mudou de ideia durante a pandemia, pois Bolsonaro banalizou a vida e fez uma opção de jogar com a vida dos brasileiros.

    “Tudo isso passa por dois terços do Congresso. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não apresentou antes o pedido de impeachment porque seria um desastre. Fortaleceria Bolsonaro. Antes, não tinha as condições políticas para o impedimento. Agora já há maturidade”, disse Kakay.

    O debate dessa quinta também teve a participação do advogado Luiz Carlos Rocha, o Rochinha, um dos defensores do ex-presidente Lula.