Maia é contra tabelar os juros enquanto o mundo controla a ganância dos bancos

O mundo controla a ganância dos bancos, mas o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) não vê motivos para tabelar os pornográficos juros no Brasil.

No começo deste mês, o Senado aprovou um projeto regulamentando o tabelamento de juros do cartão de crédito e do cheque especial.

Apesar de a taxa Selic ser de apenas 2% ao ano, os juros no cartão de crédito é superior a 378,3% dependendo da casa bancária.

‘Não dá para tabelar juros, está errado’, disse Maia, como se fosse um banqueiro ou lobista de um banco.

A declaração do presidente da Câmara se deu durante um evento promovido pelo banco Santander, por óbvio. Maia disse que a regulamentação dos juros é uma questão interna corporis, ou seja, os próprios bancos devem se autorregulamentar.

Ora, o Botafogo está errado. Os bancos só podem funcionar porque a Constituição lhes deu uma autorização especial para tal, logo é atividade econômica controlada pelo Estado. O sistema financeiro tem até capítulo específico, o art. 192 da Carta, que confere atribuição ao Banco Central para a organização e funcionamento das instituições públicas e privadas no País.

O deputado Rodrigo Maia seria imediatamente afastado do cargo, se o Congresso Nacional fosse sério. O presidente da Câmara atenta contra os interesses do povo brasileiro ao defender as cores de banqueiros e especuladores no exercício da função na mesa.

LEIA TAMBÉM

 

Guedes “desconfiado” cobra “confiança” de Bolsonaro

O ministro da Economia Paulo Guedes fez um discurso esquisito nesta quarta-feira (19) ao repetir a palavra “confiança” para se referir ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Ressabiado, Guedes afirmou nesta tarde que ‘Bolsonaro não nunca me faltou com a confiança’ e o ministro criticou propostas que furam o teto do orçamento.

Paulo Guedes também citou o escritor americano Ernest Hemingway, morto em 1961, ao cobrar “confiança” de Bolsonaro.

“É confiando que se confia”, parafraseou o ministro. “A melhor maneira de saber se você pode confiar em alguém é confiar”, disse.

Bolsonaro falou em seu discurso que o auxílio emergencial de R$ 600 é muito pesado para o governo. No entanto, ressalvou, R$ 200 é pouco como ajuda.

As declarações de Guedes e Bolsonaro se deram durante a assinatura da medida provisória que facilita crédito para empresas.

A confiança está para a desconfiança na mesma intensidade que o amor está para o ódio, presume-se do evento desta tarde.

O presidente aproveitou a cerimônia no Palácio do Planalto para criticar a “turma do fica em casa” e a “turma do contra” cujas ações, segundo Bolsonaro, quebram as empresas.

Jair Bolsonaro ainda anunciou que visitará o estado do Rio Grande do Norte, na sexta-feira (21), em sua política de “roubar” o reduto eleitoral lulista e do PT no Nordeste.

O RN é governado pela petista Fátima Bezerra.

Atila Iamarino critica corte de orçamento na Saúde e na Educação

O biólogo Atila Iamarino, doutor em microbiologia pela USP, com pós-doutorado em Yale, criticou nesta quarta-feira (19) o corte de orçamento nas áreas sociais.

Iamarino se manifestou em relação à capa do Estadão, que cravou: “Governo prevê corte de verba para a Saúde, mesmo com pandemia”.

De acordo com a publicação, se a proposta for confirmada, o orçamento da Saúde para 2021 pode ser R$ 7 bilhões menor do que o previsto inicialmente pelo governo para este ano, antes da pandemia.

“Em época de pandemia precisamos do quê?”, pergunta o biólogo, para então ele mesmo responder: “Saúde? Orçamento cortado”.

A indignação de Atila Imarino prossegue, acerca dos cortes no orçamento. “Educação? Orçamento cortado”, lamentou.

“Ciência? Orçamento cortado”, protestou.

O biólogo Atila Iamarino observou que uma pasta teve proposta para de aumento para seu orçamento em 2021.

Tudo muito sinistro, portanto.

[Vídeo] Daniel Almeida acusa Bolsonaro de sabotar os Correios para privatizar

O deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) se manifestou nesta quarta-feira (19) em apoio à greve dos trabalhadores dos Correios. Para ele, a paralisação é fundamental para a manutenção de direitos constitucionais desses profissionais.

“Em momentos em que os serviços de entrega privados crescem, eles querem tirar os Correios de jogo. Dizem que é uma empresa inviável, isso é mentira. O que precisa é de gestão e valorização”, afirmou o parlamentar.

A estatal há muito tempo tem sido enfraquecida financeiramente com o objetivo de ser privatizada. Seu papel social é insubstituível, já que chega também a regiões pouco acessíveis do país.

“Querem sabotar os Correios para justificar sua privatização”, explicou Daniel Almeida, que organizou a Frente Parlamentar em Defesa dos Correios em 2015 e 2019.

De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (Fentect), 70% dos trabalhadores aderiram à paralisação nacional.

Almeida explica que muitas conquistas estão sendo tiradas da classe. “Querem retirar acordos de convenções coletivas, conquistas de tantos anos que os trabalhadores obtiveram depois de tantas lutas”, afirmou.

O deputado publicou um vídeo nas redes sociais em apoio à greve dos trabalhadores dos Correios: