Taxa Selic cai para 2%, mas juros no cartão de crédito é de 378,3% ao ano

A taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, caiu de de 2,25% para 2% ao ano. Nesta quarta-feira (5), o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) estipulou o novo piso histórico. No entanto, os juros para quem utiliza os limites do cheque especial e o cartão de crédito ainda continuam pornográficos no País. É uma farra, contra os consumidores, mas que faz a alegria dos banqueiros.

O juro do rotativo voltou a subir no mês de junho. A taxa média de juro para pessoas físicas somou 378,3% ao ano, enquanto que em maio foi de 377,9%. Os números foram divulgados na semana passada pelo Banco Central (BC).

Como o leitor vê, a redução da taxa Selic nada impacta no crédito do cidadão comum. Os bancos continuam utilizando a pandemia do novo coronavírus para ganhar mais dinheiro, quando tinham que ofertar crédito para estimular o consumo e a retomada da economia.

A confirmação do nono corte consecutivo na taxa Selic atinge o menor patamar desde 1999, quando entrou em vigor o regime de metas para a inflação. A decisão do BC foi anunciada no início da noite de hoje.

A economia real, aquela que realmente importa para os cidadão, continua degringolando. Todo os índices apontam que o governo de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes são um desastre jamais visto. O desemprego continua aumentando, a produção e o crédito diminuindo. A situação é de depressão econômico e não há luz no fim do túnel sob essa política neoliberal em curso.

A situação atual beneficia os ricos, que ficam mais ricos e os pobres ficam mais pobres.

Por isso é fundamental que Bolsonaro e Guedes caiu foram já do governo.

Taxa Selic, que bicho é esse?

A taxa Selic tem mais a ver com o mundo da especulação financeira. Ela é utilizada no mercado interbancário para financiamento de operações com duração diária, lastreadas em títulos públicos federais. A sigla SELIC é a abreviação de Sistema Especial de Liquidação e Custódia.

Essa sigla nada mais é que um sistema computadorizado utilizado pelo governo, a cargo do Banco Central do Brasil, para que haja controle na emissão, compra e venda de títulos.

A Taxa Selic é obtida pelo cálculo da taxa média ponderada dos juros praticados pelas instituições financeiras. A seguir você descobrirá como até mesmo o seu emprego pode sofrer influência com a movimentação desta taxa.

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Covid-19: Presidência da República registra 178 casos entre servidores

A Secretaria-Geral da Presidência da República atualizou para 178 o número de servidores da Presidência que tiveram resultado positivo para a Covid-19. Desse total, 31 estão em tratamento e 147 foram curados. Não houve registro de óbito até o momento.

O balanço foi divulgado nesta terça-feira (4) e se refere a dados atualizados até o dia 31 de julho. Ao todo, 3.400 servidores trabalham no órgão, a maior parte no Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo federal.

“Com mais de 50% dos servidores em trabalho remoto (teletrabalho) ou em escala de revezamento, a Presidência da República busca continuamente manter o ambiente de trabalho o mais seguro possível e não hesitará em adotar procedimentos complementares, caso necessário”, informou a secretaria em nota.

Nesta terça-feira, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira, anunciou que testou positivo para a Covid-19.

Oliveira é o oitavo ministro do governo a contrair a doença. Além dele, já testaram positivo para o novo coronavírus os ministros Walter Braga Netto (Casa Civil), Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União), Onyx Lorenzoni (Cidadania), Milton Ribeiro (Educação), Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Bento Albuquerque (Minas e Energia). O presidente Jair Bolsonaro e a primeira-dama Michele Bolsonaro também foram infectados pelo vírus.

Com informações da Agência Brasil

Cédula de R$ 200, para Bolsonaro ‘capitalizar’ auxílio emergencial, será cinza, informa BC

A nova cédula de R$ 200, com lançamento previsto para o final do mês de agosto, será cinza com detalhes amarronzados, caso o modelo teste seja aprovado pelo Banco Central. O governo Bolsonaro tem pressa para colocar a nota de R$ 200 em circulação, já que a maioria dos beneficiários do auxílio-emergencial concedido durante a pandemia de Covid-19 preferem receber o dinheiro em espécie.

Segundo a Casa da Moeda, responsável pela emissão da nova cédula, as opções da moeda apresentadas pelo BC estão em fase final de testes.

O lobo-guará foi o animal eleito em uma consulta realizada pelo Banco Central para estampar a nota.

O presidente Bolsonaro, já em campanha para a reeleição, pretende capitalizar politicamente o auxílio emergencial e a nova “cédula-panfleto” visa reforçar a vinculação de seu governo com a população mais pobre.

Centrais sindicais farão protesto no dia 7 de agosto em defesa da vida e dos empregos

As principais centrais sindicais do país realizam na próxima sexta-feira, dia 7 de agosto, o Dia Nacional de Luta em Defesa da Vida e dos Empregos.

A data deverá ser marcada por paralisações de 100 minutos nos locais de trabalho como protesto pela morte de 100 mil brasileiros e brasileiras, vítimas do novo coronavírus (Covid-19), número que deverá atingido ainda esta semana, se o país mantiver o patamar de mais mil vidas perdidas diariamente.

“A tragédia que se abate no país também atinge, além da centena de milhares de vidas perdidas, a classe trabalhadora, a soberania nacional e a democracia, já que o governo Bolsonaro vem sistematicamente entregando as riquezas brasileiras ao capital externo, promovendo processos de privatização com graves prejuízos à Nação, retirando direitos dos trabalhadores, sem gerar emprego e renda e, por isso, o lema do dia 7 é também em defesa dos empregos”, ressaltam.

Além do protesto contra as mortes, haverá outras manifestações articuladas entre as centrais e as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo. Os organizadores orientam a realização de ações simbólicas nas principais cidades do Brasil.

Entre as sugestões estão: – A instalação de cruzes brancas em locais de grande circulação de pessoas ou em pontos turísticos das cidades, circundando uma faixa (da cor preta) com a inscrição Fora Bolsonaro (em branco);

– Realizar ações nas ruas com a identidade visual da campanha como colagem de lambe, “adesivaços”, faixas em viadutos e circular com carro de som nas comunidades. Todos esses materiais estão disponíveis em um kit mídia no site da Campanha (https://www.campanhaforabolsonaro.com.br/);

– Organizar carreatas pelas principais avenidas com carros identificados com a campanha Fora Bolsonaro, conduzidos por um carro de som. Todas as ações acima devem respeitar os cuidados sanitários e de distanciamento social;

– Estimular que todas as pessoas coloquem um pano preto nas janelas de suas casas como simbologia de adesão à campanha e, por fim, participar e divulgar o tuitaço que será realizado às 11 horas do dia 07 de agosto.

Os representantes das entidades e movimentos sociais, bem como as centrais sindicais, também definiram alguns desafios políticos e organizativos, para potencializar a Campanha ‘Fora, Bolsonaro’ com as seguintes bandeiras:

– Repudiar a iniciativa de prefeitos e governadores que já planejam e até fixaram data para retorno presencial dos alunos às aulas;

– Exigir das autoridades os equipamentos de proteção individual e coletivo para os trabalhadores das categorias essenciais, em especial os da área de saúde;

– Lutar pela manutenção do auxílio emergencial de R$ 600,00, no mínimo, até 31 de dezembro de 2020;

– Ampliar as parcelas do seguro desemprego;

-Liberar crédito para as micro e pequenas empresas;

– Fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS);

– Agir para que o Congresso Nacional derrube os vetos presidenciais que impedem a garantia dos direitos conquistados pelos trabalhadores e trabalhadoras e seus sindicatos, por meio da ultratividade, dos acordos e convenções coletivas de trabalho.

*Com informações da CUT