Bolsonaro ‘some’ com 857 cadáveres da Covid-19, acusa o PT

O PT acusa o governo de Jair Bolsonaro de ‘sumir’ com 857 cadáveres, depois de manipular dados sobre a Covid-19.

Segundo o partido, o Ministério da Saúde alterou os registros sobre pandemia em boletins epidemiológicos para esconder a realidade por determinação de Bolsonaro.

O PT cobra transparência e, de acordo com a agremiação, o Brasil virou alvo de críticas na comunidade internacional e na mídia estrangeira.

“Só faltava essa, melhorar resultados escondendo os números. Foi para isso que os militares assumiram o Ministério da Saúde?”, questionou a presidenta nacional do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR). “O desespero de Bolsonaro, por não ter enfrentado a crise como deveria, está evidente”.

Nesta segunda-feira (8) à noite, o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou que o governo volte a divulgar os dados completos da Covid-19 e o Ministério da Saúde informou que publicará o balanço diário às 18h30. Ele atendeu a ações impetradas pela Rede Sustentabilidade, PSOL e PCdoB.

Alvo de críticas, o ministro da Saúde geral Eduardo Pauzello recebeu manifestações de desagravo hoje (9) pela manhã na reunião ministerial.

Bolsonaro e os principais ministros do governo elogiaram o “desempenho” do militar e compararam a atuação do interino na Saúde à condução do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta à frente da pasta.

Pazuello é ministro interino desde a demissão de Nelson Teich, há 25 dias.

Para agravar o caos na Saúde, a velha mídia também lançou sua ‘apuração paralela’ do número de mortos e casos de Covid-19 no País. A sociedade brasileira, coitada, está mais perdida que seminarista em dia dos namorados.

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A imprensa não é muito confiável para divulgar dados paralelos da Covid-19

A velha mídia anuncia que formou um consórcio com Globo, Extra, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, G1 e UOL para divulgar dados paralelos da Covid-19.

‘Quem não te conhece, que te compre’, diz um antigo ditado popular. Até virou música sertaneja, tipo sofrência.

Os jornalões são menos confiáveis que o Ministério da Saúde, apesar do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e suas tresloucadas manifestações acerca do novo coronavírus, da cloroquina e a campanha pelo fim do isolamento social no País.

As razões para não acreditar na mídia corporativa são históricas, vêm desde o golpe de 1964, quando parte dela apoiou a interrupção da democracia por longos 24 anos.

Recentemente, em 2016, ela participou ativamente no golpe que derrubou Dilma Rousseff; disseminou fake news em conluio com a Lava Jato e o ex-juiz Sérgio Moro –um falso herói; gerou notícias inverídicas que levaram o ex-presidente Lula à prisão política, e, consequentemente, a eleição de Bolsonaro.

Os barões da mídia brasileira sempre se colocaram contra seu povo e seu País; nunca estiveram preocupados com um projeto de desenvolvimento nacional soberano, sempre agiram como vira-latas do estrangeiro e tal. Não é agora que irão se redimir.

A mídia e governo Bolsonaro sofrem uma crise de confiança jamais vista antes. Nenhum deles é confiável. Todos eles são produtores de fake news com o objetivo de manipular a população.

Até agora, Bolsonaro e velha mídia não discutiram um projeto sério de recuperação do Brasil no pós-pandemia de Covid-19. Virou uma encrenca pessoal, que não interessa à nação.

O tal consórcio midiático sempre existiu para tungar os direitos dos trabalhadores brasileiros. Não há nenhuma novidade nessa união antipovo. Eles se juntam sempre quando têm seus privilégios em jogo.

Dito isso, o “consórcio de veículos de imprensa” mais confunde o pacato cidadão do que esclarece.

A crise, caro leitor, não é pela falta de informações. É de confiança. Nenhum deles [presidente e jornalões] possui esse quesito fundamental.

É preferível [ainda] os dados oficiais, pois os servidores públicos do Ministério da Saúde são mais confiáveis devido ao seu altruísmo.

Bolsonaro só existe por causa da mídia e das fake news. Eles se merecem e vivem sob o mesmo signo, a desconfiança.