Reforma da previdência: ‘moça bonita não paga, mas também não leva!’

Publicado em 2 outubro, 2019

Lembrei-me de um vendedor de sorvetes numa praia para resumir o resultado da votação a reforma da previdência no Senado: ‘moça bonita não paga, mas também não leva!’

Eu explico melhor isso abaixo.

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Os jornalões da velha mídia atribuíram ao governo Jair Bolsonaro (PSL) –e aos bancos– uma suposta “derrota” com a manutenção do abono salarial para quem ganha até R$ 2 mil, uma espécie de 14º salário.

Também soltaram rojões para “comemorar” a manutenção do valor não menor que um salário mínimo para pensões aos viúvos e das atuais regras do Benefício da Prestação Continuada (BPC) para aqueles que dependem do auxílio-doença, por exemplo.

O diabo é que essas questões “concedidas” pelo Senado e apresentadas como “derrota” do governo podem nunca acontecer na prática, como aquela promoção do sorveteiro praiano.

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‘Moça bonita não paga, mas também não leva!’, lembra?

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A anterior reforma trabalhista aprovada há quase dois anos já precarizou a mão de obra e jogou quase 40 milhões trabalhadores brasileiros na informalidade, qual seja, é mais fácil hoje encontrar uma agulha no palheiro do que um trabalhador registrado em carteira –requisito essencial para receber o abono.

Além disso, o beneficiário da pensão por morte só poderá usufruir do “salário mínimo” se o contribuinte atender às novas regras de aposentaria: idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres.

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Portanto, sem muito exagero, o trabalhador vai morrer sem nunca atingir o “nirvana”.

Senado e governo Bolsonaro, unidos, acabaram com a aposentadoria no Dia Internacional do Idoso. Um macabro presente.

Vou fechar esse texto com um alerta de um senador governista: Ai se essa reforma da previdência não recuperar a economia em dois anos: ‘Bolsonaro terá de abandonar a política e o ministro Paulo Guedes terá de fugir do Brasil, morar em outro País.’