Lançada a campanha ‘O Petróleo é do Brasil’

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Foi lançada na quarta-feira (9) na Câmara Federal a campanha e o manifesto “O Petróleo é do Brasil”. A iniciativa visa alertar a população e combater a entrega das reservas brasileiras de petróleo e da Petrobrás promovidas pelo golpe de 2016. O manifesto foi apresentado por Guilherme Estrella, cientista que coordenou a descoberta das reservas do pré-sal.

Segundo o manifesto, “O golpe de Estado promovido no Brasil em 2016 teve como objetivo central apropriar-se tanto do pré-sal, a maior jazida de petróleo descoberta nas últimas décadas no mundo, como da PETROBRÁS, uma das principais empresas mundiais do setor petrolífero.”

Participaram do lançamento os senadores Roberto Requião (PMDB-PR), presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania, Humberto Costa (PT-PE), líder da Oposição, Lídice da Mata (BA), líder do PSB, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e a ex-senadora e ex-líder da Bancada do PT, Ideli Salvatti (SC). Também participaram do ato o vice-presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Soberania, deputado Patrus Ananais (PT-MG), o líder do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (RS), o líder do PSOL, deputado Chico Alencar (RJ) e a presidenta nacional do PCdoB, deputada Luciana Santos (PE).

O ato de lançamento da campanha “O Petróleo é do Brasil” contou com a presença da Federação Nacional dos Petroleiros (FUP), Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), Central Única dos Trabalhadores, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Associação das Federações Interestaduais dos Sindicatos de Engenheiros (Afisenge), Federação Brasileira dos Geológos (Febrageo), Conselho Federal de Economia (Confecon) e Comissão de Justiça e Paz, entre outras entidades.

Leia o manifesto “O Petróleo é do Brasil”, apresentado por Guilherme Estrella, descobridor do pré-sal:

Manifesto contra a entrega do pré-sal e da Petrobrás aos estrangeiros
O petróleo é do Brasil!

A história recente da humanidade pode ser contada por meio de guerras pela disputa por fontes energéticas, em especial o petróleo. As últimas guerras imperialistas no Iraque e na Líbia, provocadas sob pretextos inventados, destruíram ambos os países, desmantelando suas infraestruturas e levando à morte milhares de pessoas. Agora, a América Latina é o novo alvo da disputa pelo petróleo, mais exatamente o Brasil e a Venezuela.

O golpe de Estado promovido no Brasil em 2016 teve como objetivo central apropriar-se tanto do pré-sal, a maior jazida de petróleo descoberta nas últimas décadas no mundo, como da PETROBRÁS, uma das principais empresas mundiais do setor petrolífero. Para isso, o imperialismo econômico promove uma “guerra híbrida” contra o Brasil a fim de destruir o Estado Nacional e apropriar-se do pré-sal. Para os estrangeiros, não interessa um País soberano e independente.

A cadeia de petróleo e gás não é apenas fonte de energia, mas tem papel central na indução do desenvolvimento econômico e tecnológico. Nos anos 70, em torno da PETROBRÁS constituiu-se uma forte cadeia produtiva, destruída pelo governo tucano de FHC e, depois, retomada pelo governo Lula. Agora, novamente a PETROBRÁS está sendo submetida a um processo de destruição, com graves prejuízos aos mais pobres, como o fim de investimentos de recursos do setor em educação e saúde.

A PETROBRÁS, construída com recursos do povo ao longo de décadas, com a competência de seus trabalhadores em todos os setores, é exemplar entre as petroleiras do mundo. Com a tecnologia de exploração em águas profundas desenvolvida pela estatal, o Brasil chegou às conquistas atuais. Transferir o pré-sal e a PETROBRÁS para as mãos privadas e externas é um dos mais graves crimes de lesa-pátria cometidos pelos golpistas que assumiram o poder em 2016.

A herança do general Horta Barbosa, de Getúlio Vargas e da campanha popular “O petróleo é nosso”, num movimento que resultou na criação da PETROBRÁS, está sendo brutalmente atacada. A transformação do Brasil em colônia, em pleno século 21, passa pela expropriação do petróleo e pela privatização da PETROBRÁS. Com isso, o País perderia a capacidade de promover seu desenvolvimento industrial, com geração de empregos e de renda.

Neste momento, diante deste ataque sem precedentes ao Brasil, convocamos todos os cidadãos e cidadãs, democratas e patriotas para impedir a maior traição ao Brasil moderno. A defesa da soberania e da independência energética é também a defesa da existência da Nação brasileira. Em todos os recantos do país, vamos afirmar alto e bom que “O petróleo é do Brasil”. O Brasil não está à venda!

Com informações da Bancada do PT no Senado.