2017, o ano que médicos acordaram da “anestesia geral” do golpe; assista

Parcela significativa dos médicos brasileiros foi entusiasta, em 2016, da derrubada da presidenta eleita Dilma Rousseff. Pouco mais de um ano após o golpe de Estado, no final de 2017, parece que esses profissionais se arrependeram do governo que ajudaram instalar no país. O coral gravado para denunciar o “horror” na saúde pública do país traduz esse sentimento.

“Os médicos acordaram”, registrou nas redes sociais o senador Roberto Requião (PMDB-PR), que costuma utilizar como figura de linguagem os vastos setores da sociedade brasileira sob efeito de “anestesia geral” proporcionada pela mídia e o judiciário. O parlamentar defende a incorporação no movimento em defesa da democracia e por eleições livres aqueles cidadãos de boa-fé que foram enganados pelo golpe.

Vale ressaltar ainda a opinião do médico Dr. Rosinha, presidente do PT do Paraná que afirmou, em artigo especial, ter sido o golpe de Estado aplicado por “ladrões” para retirar direitos dos trabalhadores. Vide a PEC 95 que congela por 20 anos os investimentos na saúde. O dirigente petista foi um dos principais combatentes contra o impeachment de Dilma e assunção de Michel Temer (PMDB).

Dito isto, voltemos ao vídeo. Trata-se de uma produção do Sindicato dos Médicos do Ceará, portanto os profissionais que aparecem no coral são apenas as personagens que retratam o “horror” na saúde pública brasileira. Eles parodiam a encenação de fim de ano da Rede Globo — uma versão inédita da música “Um Novo Tempo”, com o tema “Velhos Problemas”.

Os participantes no coral também chamam a atenção de colegas médicos que marcharam juntos do golpe, há pouco mais de um ano, mas sentem-se agora engabelados pelo atual governo.

O vídeo é uma obra de arte porque estende os braços para o arrependimento. Um gol de placa do Sindicato dos Médicos do Ceará para começar bem o ano de 2018.

Assista ao vídeo:

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