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A poucos dias do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no STF, a pesquisa Quaest mostra ambiente favorável ao ministro Alexandre de Moraes: 55% consideram “justa” a prisão domiciliar de Bolsonaro; 49% julgam “injustas” as sanções Magnitsky dos EUA contra Moraes; e há empate técnico sobre impeachment do ministro (46% x 43%).
Termômetro da opinião pública
Os números divulgados nesta segunda-feira (25) reforçam que o país acompanha o caso e formou opinião: a maioria vê como correta a domiciliar de Bolsonaro decretada por Moraes; já as punições financeiras dos EUA ao ministro dividem menos, prevalece a percepção de injustiça.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 13 e 17 de agosto, margem de erro de 2 p.p., contratada pela Genial Investimentos, sócio praticante da Faria Lima.
Julgamento com data marcada
O STF reservou 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro de 2025 para o julgamento presencial do chamado “Núcleo 1” da tentativa de golpe, processo que inclui Bolsonaro.
O cronograma foi confirmado pelo tribunal e despertou interessa da imprensa internacional.
Se houver condenação, penas podem incluir prisão de até 40 anos em regime fechado.
Magnitsky e soberania
Após a Casa Branca aplicar a Lei Magnitsky a Moraes em 30 de julho, o ministro Flávio Dino (STF) expediu liminar que impede, no Brasil, a adoção automática de “atos unilaterais estrangeiros” por bancos e empresas sem aval do próprio Supremo, movimento que reduz o alcance doméstico das sanções e preserva a ordem jurídica nacional.
Bolsonaro “provocou” Xandão
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto, após descumprir medidas cautelares.
O dado ajuda a explicar por que 57% avaliam que ele “quis provocar” Moraes ao falar por vídeo em ato político, ponto captado na mesma rodada da Quaest.
Devido processo legal
Líderes respondem por atos com ampla defesa e devido processo legal. Ponto.
Cabe ao STF julgar fatos e provas dos eventos de 2022 dentro da Constituição, sem pressões internas ou externas.
Ao Brasil interessa a força das instituições e a soberania jurídica. Sanções estrangeiras não redesenham nossa Justiça. Bravatas políticas também não.
As sessões de 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro de 2025 devem produzir decisões fundamentadas e transparentes. Se houver pena, ela é prerrogativa das cortes, não da opinião.
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Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




