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O ministro Alexandre de Moraes (STF) teve trocado seu cartão de crédito de bandeira americana pelo Banco do Brasil em razão das sanções da Lei Magnitsky.
O magistrado passou a utilizar um cartão Elo, bandeira nacional controlada por bancos brasileiros.
Bloqueio por sanção externa
O bloqueio foi resultado das restrições impostas por bandeiras americanas que seguem a Lei Magnitsky, aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos.
A norma autoriza sanções contra autoridades estrangeiras acusadas de corrupção ou violações de direitos humanos.
O Banco do Brasil, acionista da bandeira Elo ao lado de Bradesco e Caixa, ofereceu ao ministro um cartão nacional para substituir o produto bloqueado.
O caso ilustra como decisões de Washington tensionam a soberania financeira brasileira e reacendem a disputa em torno da autonomia do STF.
Repercussões no setor financeiro
O Banco do Brasil evitou comentários oficiais.
Outras instituições também se refugiaram no sigilo bancário, prática comum para não expor clientes.
As bandeiras internacionais, apesar de operarem os arranjos de pagamento, não têm acesso direto às informações do portador.
O episódio foi mencionado de forma discreta em encontro de executivos em São Paulo.
Estiveram presentes nomes como Mario Leão (Santander), Roberto Sallouti (BTG) e Milton Maluhy Filho (Itaú).
Bastidores e recados cifrados
Embora nenhum banqueiro tenha falado diretamente sobre Moraes, recados indiretos circularam no evento. Maluhy afirmou que “o sistema financeiro é uma das fortalezas do Brasil, mas precisa ser cuidado diante de novos riscos”.
Na prática, a fala reflete a apreensão da Faria Lima diante de um cenário em que leis estrangeiras deixam de ter poder automático sobre operações nacionais.
A troca de cartão por Moraes virou símbolo dessa disputa, reforçada pela decisão de Flávio Dino no STF.

Jornalista e Advogado. Especialista em política nacional e bastidores do poder. Desde 2009 é autor do Blog do Esmael.




